Domingo, 10 de Mayo de 2026

Há 40 anos, o suplício da maratonista suía sob sol inclemente

BrasilO Globo, Brasil 31 de julio de 2024

Entrou para a História a chegada da suíça Gabriela Andersen-Schiess ao estádio de Los ...

Entrou para a História a chegada da suíça Gabriela Andersen-Schiess ao estádio de Los Angeles, nos Jogos Olímpicos de 1984. Aquela foi a primeira Olimpíada em que as mulheres puderam correr uma maratona. Mas a imagem de Gabriela, torta e cambaleante, empurrada pelos gritos de apoio da plateia nos 400 metros finais até desabar na chegada roubou a cena da campeã, a americana Joan Benoit, com o tempo de 2h24min52s.
Gabriela tinha sangue nos olhos para vencer. Mas ficou em 37º lugar, chegou 20 minutos depois. Sua grande conquista foi não ter morrido. Ela tinha excelente preparo físico e ganhava a vida como profissional de esqui. Mas não estava preparada para o calor daqueles Jogos.
Danos causados
A chegada da maratonista à beira do colapso, é lembrada como vitória da resiliência e da determinação. Mas ela mal pode comemorar. Teve danos cerebrais causados pelo superaquecimento de seu corpo e levou anos para se recuperar plenamente.
O lado direito do corpo já chegou paralisado. Isso ocorreu porque o cérebro já não podia mais controlar os membros, um dos sintomas de superaquecimento, quando a temperatura interna passa de 40°C. As imagens de seu martírio ainda são usadas em aulas sobre o impacto do calor extremo.
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