Julia soares mira pódio do individual geral em la-2028
Medalhista de bronze por equipes e finalista da trave nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, a ...
Medalhista de bronze por equipes e finalista da trave nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, a ginasta Julia Soares quer ir além neste novo ciclo. Sua meta é competir no individual geral e subir ao pódio desta competição e também da trave em Los Angeles-2028. E para isso deu passo importante: no início do ano trocou o Cegin (Centro de Excelência em Ginástica do Paraná), onde treinava desde pequena, pelo Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo. Levou a família e as treinadoras Iryna Ilyashenko e Caroline Molinari.
" Essa decisão foi muito importante para a minha vida. Depois de Paris-2024 vi o quanto preciso evoluir e o quanto quero novos desafios " disse a ginasta, que não tem receio de elencar suas metas. "Quero ser uma atleta melhor e ir ao pódio do individual geral e da trave em LA-2028. Não vou medir esforços para ser campeã olímpica.
A ginasta de 19 anos, especialista na trave e no solo, precisa melhorar o desempenho no salto e nas paralelas. E isso inclui mudanças nas séries, segundo o novo código de pontuação da modalidade, que é atualizado a cada ano. Segundo Julia, a ideia é acrescentar dificuldade, com ao menos dois elementos novos, nas quatro séries.
" As mudanças serão graduais " explica a ginasta, que relembra Paris-2024 " Não tinha ideia de como uma Olimpíada é grande, potente. Eu era uma menina e posso dizer que inicio este ciclo mais madura.
Iryna, que conhece Julia desde os 4 anos, afirma que quando a ginasta coloca algo na cabeça, vai atrás, "se entrega 200%". Segundo ela, Julia "ama competir, ama o clima tenso do ginásio" e afirma que Júlia começa o ciclo LA-2028 "com sangue nos olhos".
" Ela quer ir para a Olimpíada, está com sangue nos olhos, porém, primeiro, precisa entrar na equipe e competir no individual geral. Tem condições de pegar finais da trave e do solo em Los Angeles " analisa a treinadora, que não tem pressa em colocá-la em competições internacionais.
Assim como as demais medalhistas em Paris, ela não irá na estreia internacional da seleção no Grand Prix de Jesolo, na Itália, em abril.
Segundo Iryna, a mudança para São Paulo será essencial para Julia. Isso porque, segundo ela, apesar da ginasta ter tido estrutura à disposição no Cegin, os processos no dia a dia não eram ideais.
" No nível em que Julia está era necessário ter mais estrutura, salário, acompanhamento multidisciplinar de perto. Em Curitiba a gente tinha uma comissão técnica completa, mas não estava tudo a mão. Era longe. Ela precisava pegar carro, após o treino, para fazer fisioterapia e etc. É impossível fazer alto rendimento com algumas dificuldades como estas " explica a treinadora. " Nos pareceu que era a hora de mudar, de buscar ar fresco. No Pinheiros treinaremos ao lado da equipe masculina que é maravilhosa. Ela adora o Arthur Nory (bronze no solo no Rio-2016), e treinar com um medalhista olímpico é importante.