Mpf abre investigação prévia sobre brb/master
O Ministério Público Federal (MPF) do Distrito Federal abriu ao menos duas análises ...
O Ministério Público Federal (MPF) do Distrito Federal abriu ao menos duas análises preliminares para apurar a compra do Banco Master pelo BRB, operação anunciada no fim de março. As apurações ocorrem em duas frentes: uma voltada a analisar a atuação do Banco Central (BC), e outra apura eventual crime contra o sistema financeiro nacional.
Procurado, o BC disse que "não comenta processos perante órgãos de controle". O Banco Master não se manifestou até o fechamento desta edição. Além do BC, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) precisa analisar a operação.
O BRB informa que está à disposição para prestar os esclarecimentos considerando, sempre, os melhores princípios de governança e prezando pela transparência.
A venda já estava sendo analisada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o Tribunal de Contas do DF " já que o BRB é instituição pública de Brasília.
Embora o BC deseje solução rápida para o Master, a venda do banco passa pela avaliação de ativos como precatórios, direitos creditórios e participação em empresas, que são de difícil precificação.
Para analistas, o BC chamou grandes bancos, como Itaú, Bradesco e Santander, além de Inter e Safra, para ajudar a avaliar esses ativos e chegar a um valor com mais critério. Na prática, embora o BRB tenha anunciado a compra do Master, atualmente há outras alternativas na mesa.
Para um analista, o Master tem em sua carteira ativos que não são "triviais". O BRB já fez a proposta pelos ativos mais líquidos, como consignado, banco digital e câmbio, e ofereceu R$ 2 bilhões.
A questão, diz uma fonte que acompanha as conversas, é encontrar o valor e um comprador para os ativos que o BRB deixou de fora e que somariam R$ 23 bilhões. O BTG, que já vinha avaliando os números do Master antes do negócio com o BRB, poderia ficar com parte desses ativos ou a totalidade. Mas os demais bancos também podem ficar com parte, se tiverem interesse, fatiando a venda. Outra vertente é o impacto que os ativos que o BRB comprou teriam sobre o banco público.