O rio não é só litoral: a arte na zona norte
Dia 13, agora, marca o nascimento de Lima Barreto (1881-1922), o grande intelectual negro, ...
Dia 13, agora, marca o nascimento de Lima Barreto (1881-1922), o grande intelectual negro, morador do bairro de Todos os Santos e responsável por introduzir o subúrbio carioca na literatura brasileira. Pois a data será celebrada com a abertura do projeto "Labirinto Zona Norte". Durante sete terças-feiras, a Caixa Cultural celebra a literatura das periferias e homenageia o autor de "Triste fim de Policarpo Quaresma", mesclando literatura, teatro, performances, saraus, cursos, plaquetes literárias e ativações no espaço público.
"O subúrbio é muitas vezes visto sob a lente de dois estereótipos: o da pobreza e o do pitoresco, inclusive no campo das artes", diz Marcelo Moutinho, que, junto com Matheus Euzébio, faz a curadoria do evento. "Estamos falando de uma região que originou parte fundamental da cultura brasileira", completa Moutinho, nascido e criado em Madureira.
A programação inclui palestras de nomes como Itamar Vieira Jr., Lilia Schwarcz, Beatriz Resende e autores contemporâneos da Zona Norte, inclusive da Maré. Aliás, é de Lima Barreto " que, em sua época, flertou com o anarquismo e o socialismo " uma frase que é um soco: "O Brasil não tem povo, tem público."