Jueves, 26 de Marzo de 2026

Polícia interdita fábrica de salgados árabes no andaraí

BrasilO Globo, Brasil 5 de junio de 2025

Policiais civis da Delegacia do Consumidor (Decon) e da 32ª DP (Taquara) interditaram, na ...

Policiais civis da Delegacia do Consumidor (Decon) e da 32ª DP (Taquara) interditaram, na manhã de ontem, uma fábrica clandestina de salgados árabes em uma casa alugada de dois pavimentos na Rua Amaral, no Andaraí, Zona Norte do Rio. As equipes flagraram condições precárias de higiene: baratas circulavam e meio à comida, feita em fogões imundos e exposta ao calor. Sem refrigeração e com ligações elétricas aparentes, o local também tinha sinais de mofo.
Segundo as investigações, os cerca de dez mil salgados feitos diariamente na fábrica " que havia sido interditada pela Vigilância Sanitária estadual em novembro de 2024, mas voltou a funcionar sem autorização " abasteciam barraquinhas localizadas no Leblon e em Ipanema, na Zona Sul. O mesmo material também era enviado para revenda em carrocinhas no Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste; na Praça Saens Peña, na Tijuca, na Zona Norte; e ainda na Praça XV, na Avenida Presidente Vargas e na Cinelândia, no Centro.
refugiados sírios
Aproximadamente uma tonelada de alimentos, entre salgados, carne e trigo, foi apreendida e inutilizada pela polícia com cloro. Dez pessoas chegaram a ser levadas para a Decon e seis delas, sendo cinco sírios e um taxista brasileiro " este último, segundo a polícia, encarregado de fazer as entregas ", foram presos e autuadas em flagrante por crime contra a relação de consumo e associação criminosa.
De acordo com o delegado Wellington Vieira, da Decon, os salgados eram produzidos no térreo da residência; o andar superior era o local onde o grupo de sírios, que se apresentaram como refugiados, costumava dormir.
" Chegamos ao local após uma recebermos uma denúncia. As condições de higiene eram péssimas. Encontramos baratas, ratos e comidas espalhadas pelo chão, entre outras coisas. A vigilância sanitária esteve no local a nosso pedido " explicou o delegado. " A fábrica não tinha alvará ou licença e foi periciada. Também vamos pedir que o proprietário do imóvel faça o cancelamento do contrato de locação com os donos da fábrica para evitar que ela volte a funcionar.
Os sírios tiveram os passaportes recolhidos. Wellington Vieira afirmou que a situação legal deles no Brasil será apurada:
" A gente está pedindo colaboração da Polícia Federal e também da Embaixada da Síria para, a partir das identidades, entender qual é a condição deles.
O advogado Felipe Prazeres Mourelle esteve na delegacia acompanhando o caso "a pedido de um parente" de uma das pessoas detidas. Ele alegou que a maioria dos que foram levados para a delegacia não tinha relação com a fábrica.
" Vim a pedido de um parente de uma das pessoas que estava sendo conduzida para delegacia. Aqui me deparei com muitas pessoas na mesma situação e, como estavam desassistidas, optei por acompanhar os depoimentos para assegurar que os direitos delas fossem preservados " afirmou. " A maioria das pessoas que foram conduzidas para delegacia não tem qualquer relação com a fábrica. Muitas trabalhavam em barracas próximas e nem estavam na fábrica.
Segundo a polícia, também foram apreendidas pelo menos cinco barraquinhas que comercializavam os salgados, além de quatro máquinas de cartões.
Depósito clandestino
Também ontem, um depósito clandestino no Catete, repleto de baratas, um rato morto e comida vencida, foi interditado pela Subprefeitura da Zona Sul. O local, que funcionava dentro das dependências da antiga Casa de Saúde São Sebastião, na Rua Bento Lisboa, era utilizado irregularmente por ambulantes que atuam nas praias da cidade para armazenar carrocinhas, botijões de gás, engradados de cerveja e água, além de alimentos e materiais sem qualquer controle sanitário.
Foram apreendidas mais de 35 carrocinhas, muitas delas usadas para vender milho cozido, e três toneladas de materiais irregulares " entre descartáveis, botijões de gás e comida em decomposição. Os responsáveis responderão pelas irregularidades.
O imóvel da casa de saúde estava interditado desde 2023 por risco de desabamento.
Colaborou Priscilla Litwak
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