Jueves, 26 de Marzo de 2026

Cresce mal-estar nos países que fecharam acordos com eua

BrasilO Globo, Brasil 18 de agosto de 2025

Países que fizeram acordos comerciais com os EUA, após Donald Trump anunciar um tarifaço ...

Países que fizeram acordos comerciais com os EUA, após Donald Trump anunciar um tarifaço sobre importações de todo o mundo em abril, começam a colecionar frustrações e perdas.
No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer declarou em uma fábrica da Jaguar Land Rover, em maio, que o acordo que firmou com Trump incluiria taxa zero sobre o aço britânico. Mais de três meses depois, os pedidos da indústria americana às siderúrgicas britânicas despencaram. Segundo Peter Brennan, diretor da UK Steel, associação do setor, o motivo é a incerteza sobre a taxa de importação de 25% sobre o aço do país, ainda não reduzida:
" Há preocupação crescente de que a finalização do acordo sobre o aço tenha perdido prioridade.
Para o Reino Unido, a maioria dos pontos do pacto já entrou em vigor, incluindo a tarifa recíproca de 10%, a mais baixa entre os parceiros comerciais dos EUA, mas a tarifa sobre o aço ainda incomoda.
Japão, Coreia do Sul e União Europeia (UE) anunciaram nas últimas semanas que Washington lhes concederia certa flexibilidade nas exportações de automóveis como parte de acordos firmados com Trump e também experimentam mal-estar à espera. A tarifa sobre veículos importados de qualquer país nos EUA, sob alegação de segurança nacional, segue em 25%.
" Continuamos vendo prejuízos. O sangramento ainda não parou " disse Ryosei Akazawa, ministro da Revitalização Econômica e principal negociador comercial do Japão.
Há três semanas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apertou as mãos de Trump na Escócia após fechar um acordo em torno de uma tarifa "abrangente" de 15%. Bruxelas entendeu que seria o teto, mas até agora seguem os 25% para carros. A VDA, entidade que reúne montadoras alemãs, pressiona por uma implementação rápida para aliviar o "considerável fardo" sobre fabricantes e fornecedores: "Os custos acumulados já somam bilhões e continuam subindo", afirmou Hildegard Müller, presidente da VDA, em nota. O governo dos EUA não quis se manifestar.
‘Enrolação’
Cecilia Malmström, ex-comissária de comércio da UE e atualmente pesquisadora no Peterson Institute, afirma que os atrasos podem ser apenas administrativos, mas alerta que o problema pode ir além:
" Há tantas coisas vagas no acordo UE-EUA, e nos outros também, que é provável que vejamos negociações eternas e muita enrolação.
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