Jueves, 26 de Marzo de 2026

Confronto reforçará relação longeva entre brasil e haiti

BrasilO Globo, Brasil 6 de diciembre de 2025

Sorteado como adversário da seleção brasileira na segunda rodada da fase de grupos da Copa ...

Sorteado como adversário da seleção brasileira na segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, o Haiti guarda uma relação histórica com o país justamente tendo o futebol como plano de fundo. Em agosto de 2004, o pequeno país caribenho teve a oportunidade de esquecer, mesmo que por algumas horas, todos os problemas sociais e econômicos para viver o sonho de ver de perto alguns dos maiores ídolos do futebol mundial.
Em 30 de abril de 2004, a ONU criou a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti para retomar a ordem no país, que passava por período de insurgência após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. Após negociações, e por ter o maior contingente, o Brasil assumiu a coordenação.
Em um gesto de demonstração de boa vontade das tropas brasileiras com o povo haitiano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou a seleção brasileira para uma partida contra o Haiti. Com o apoio da Fifa, o chamado "Jogo da Paz" foi realizado em 19 de agosto de 2004, na capital haitiana, Porto Príncipe. Estrelas como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos, Júlio César, Juninho Pernambucano e Adriano desfilaram em tanques, para delírio da população local. No campo, deram sequência ao passeio: 6 a 0.
O resultado, porém, foi apenas um detalhe incapaz de estragar a festa dos haitianos, que comemoraram cada gol dos astros como se fossem da sua própria nação. Especialmente o segundo do Brasil, primeiro de Ronaldinho Gaúcho na partida: no auge da forma, o craque driblou cinco adversários, incluindo o goleiro, antes de tocar para o gol vazio.
Em 2026, o Haiti entra como azarão nos três jogos. Mesmo assim, só a oportunidade de voltar a um Mundial e depois de 1974 e enfrentar o Brasil de Carlo Ancelotti já é muito comemorada pela população. E isso só foi possível por conta de uma classificação conquistada com doses de heroísmo.
Para conduzir o país até a Copa, o técnico francês Sébastien Migné teve que se superar em diferentes aspectos. Primeiro, porque não pôde sequer pisar no país " a seleção comandou seus jogos em Curaçao. E o motivo para tal situação é a violência no Haiti. Há uma onda de crimes que perdura no território, com a capital Porto Príncipe submetida ao controle de gangues. A situação é tão extrema que, nas últimas partidas das Eliminatórias da Concacaf, Migné só pôde convocar atletas que atuam fora do Haiti.
Mesmo assim, o desempenho da seleção foi positivo. Na terceira e decisiva fase das Eliminatórias da Concacaf, o time superou equipes mais tradicionais como Costa Rica e Honduras, além da Nicarágua, para liderar o Grupo C com 11 pontos (três vitórias, dois empates e uma derrota) e garantir a vaga na Copa. Com seis gols, Duckens Nazon, que atua no futebol iraniano, e Jean-Ricner Bellegarde, titular do Wolverhampton-ING, são os destaques.
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