Infantino minimiza risco de boicote à copa do mundo
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, e o ...
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, e o presidente da CBF, Samir Xaud, estiveram ontem em Brasília e foram recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. Em breve contato com a imprensa após o encontro, Infantino minimizou a possibilidade de um boicote de seleções europeias à Copa do Mundo masculina deste ano, que será realizada nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
No sábado, o vice-presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Oke Gottlich, afirmou que era preciso "debater seriamente" a possibilidade de um boicote em massa ao torneio em função das ações de Donald Trump, em especial a sua tentativa de anexar a Groenlândia.
" Eu sempre olho para o futuro e, para mim, o que é importante nos eventos de futebol, como o Mundial, tanto o masculino como o feminino aqui no Brasil, é unir as pessoas, unir os países, unir as pessoas de todo o mundo. Para a Copa de 2026, recebemos mais de 500 milhões de pedidos de ingressos. Então, as pessoas querem ir e vão celebrar. Nós celebramos tudo juntos, celebramos juntos o futebol sempre. Nós precisamos de ocasiões para unir as pessoas, especialmente no nosso mundo de hoje " minimizou o dirigente.
A Copa do Mundo Feminina, que ocorrerá no Brasil no ano que vem, foi o tema principal do encontro. O presidente da CBF, Samir Xaud, também foi perguntado se o país pretende sediar a Copa do Mundo de Clubes masculina em 2029.
" Isso é um assunto que a gente já lançou, ainda não se lançou a campanha em si, mas a gente já se fala nos bastidores. Vamos trabalhar para isso. A gente acredita que o Brasil está apto a receber esse evento grandioso, mas isso requer muitas conversas, muitos ajustes, mas o Brasil vai sim colocar a sua candidatura para 2029.
Em relação à Copa do Mundo Feminina, Xaud afirmou:
" Estamos vivendo um momento ímpar com esse grande evento que vai ocorrer aqui no Brasil. Será um divisor de águas para o nosso futebol feminino, o futebol sul-americano, principalmente, e estamos aqui com o presidente Infantino, que apoia 100% o evento. Essa parceria está muito boa e queremos realizar o melhor e o maior mundial feminino da história.
Carlo Ancelotti saiu do encontro com Lula sem falar com a imprensa.