‘O carnaval é uma aula de inclusão’
Roberto Medronho, reitor da UFRJ, membro da Academia Nacional de Medicina e compositor ...
Roberto Medronho, reitor da UFRJ, membro da Academia Nacional de Medicina e compositor bissexto " é autor de uns 50 sambas, muitos em parceria com Noca da Portela " diz que o carnaval virou "um território de afirmação dos que foram historicamente relegados na nossa história". Ele lembra que a raiz da folia vem do século XVII, com a chegada do Entrudo, festa cristã europeia, antes da Quaresma. Aqui, ela sofreu uma revolução ao se misturar aos batuques dos escravizados africanos.
"Com isso, a festa vai se deslocando da elite para a população, virando um evento popular", prossegue. E é neste caldo de cultura que, "em uma sociedade construída na exclusão, o carnaval termina virando um território de afirmação dos que foram historicamente relegados à margem " um ‘Brasil possível’ que se organiza na festa". O "magnífico" reitor ressalta ainda o papel das escolas de samba que, diz ele, devolveram ao país uma identidade que o racismo tentou sequestrar. "Celebremos o carnaval como um patrimônio vivo da nossa cultura, afirmação de identidade nacional e aula pública de inclusão: a prova de que, quando o Brasil oficial exclui, o Brasil da festa insiste em incluir " e em reinventar o futuro."
(Veja o artigo completo de Roberto Medronho no blog da coluna)