Protestos marcam reapresentação do fla após vice
A receita recorde de R$ 2 bilhões não impede que o Flamengo reviva seus vícios. Após o ...
A receita recorde de R$ 2 bilhões não impede que o Flamengo reviva seus vícios. Após o vice-campeonato da Recopa, no Maracanã, a reapresentação de ontem, no Ninho do Urubu, teve protestos de membros de organizadas. Os alvos principais foram o diretor de futebol José Boto e o técnico Filipe Luís, pressionados pelo momento ruim do clube, que amanhã tenta confirmar a vaga na final do Carioca contra o Madureira, após vencer por 3 a 0 na ida.
As faixas erguidas por cerca de 50 torcedores no CT traziam as mensagens "diretoria amadora", "Boto incompetente" e "Filipe Luís e suas metodologias". Havia até uma que dizia "salário em dia, porrada em falta".
Apesar do teor das faixas, o protesto foi pacífico e sequer atingiu um de seus objetivos: falar com os jogadores. Eles não pararam os carros na entrada do Ninho, como ocorreu em outras oportunidades. Alguns dos principais alvos de ontem foram os atletas com fama de levar uma vida agitada extracampo, como Carrascal e Plata.
Os torcedores pediram que alguns líderes de organizadas entrassem no CT para um diálogo com o elenco, mas não foram autorizados. A conversa foi só com o chefe de segurança do Flamengo, José Pinheiro, que ouviu que as manifestações vão continuar em outros dias e em diferentes locais até acontecer uma reunião com o plantel. Os intimidadores prometeram um cerco em restaurantes, boates e eventos em geral. Após o treino, os atletas saíram do CT sem mais protestos.
O trabalho de Filipe Luís está mantido, assim como o de José Boto. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, ficou de conversar com a dupla para ajustar a rota. Não há perspectiva de troca de comando. Mas a relação do presidente com o treinador tem um desgaste desde o arrastado processo de renovação de contrato no fim do ano passado. No caso de Boto, as rusgas se dão pela influência além da conta de Bap na atuação no mercado.
Mantido, Filipe terá que lidar com a revolta da torcida, que o hostilizou contra o Lanús, na quinta-feira. E pode repetir a dose amanhã. Como o Flamengo fez 3 a 0 na ida, não se trata de um jogo com cenário perigoso. O rubro-negro pode perder por dois gols de diferença que, ainda assim, avançará para a decisão do Estadual.
QUARTETO NÃO joga
Após os protestos, o Flamengo divulgou um boletim médico e anunciou que não relacionará quatro jogadores para o duelo contra o Madureira no Maracanã: o zagueiro Léo Pereira, os meias Jorginho e Pulgar e o atacante Bruno Henrique.
Léo, que jogou por mais de 120 minutos contra o Lanús, "apresentou índices elevados de desgaste físico". Jorginho, que voltara de lesão na quinta-feira, também será poupado por esse motivo. Bruno Henrique, por sua vez, recupera-se de uma pubalgia. Já Pulgar sentiu dores musculares após o último jogo. Embora um exame de imagem tenha descartado lesão, ele será preservado diante do Madureira.