Janeiro tem 112.334 novas vagas, menor número em 3 anos
O saldo entre contratações e demissões no país foi de 112.334 postos de trabalho em ...
O saldo entre contratações e demissões no país foi de 112.334 postos de trabalho em janeiro, uma redução de 27,24% frente ao mesmo período do ano passado e o menor número para o mês desde 2024. O resultado levou o total de trabalhadores formais no país a 48,57 milhões. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que consideram apenas as vagas com carteira assinada, foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho.
No acumulado de 12 meses, foram 1,22 milhão de novas vagas formais, crescimento de 2,6% na comparação com o período anterior.
O mercado de trabalho forte foi um dos fatores que sustentaram o crescimento da economia em 2025, como mostraram dados do IBGE divulgados ontem. Mas os números apontam para uma desaceleração no ritmo das contratações.
Demissões no comércio
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho creditou o resultado ao cenário de juros altos. Na primeira reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Taxa Selic em 15% ao ano, mas sinalizou que fará um corte este mês.
" Estávamos cantando essa bola desde 2024. O ritmo dos juros iria levar a uma redução na velocidade (da criação de novas vagas) " afirmou Marinho.
O resultado foi puxado para baixo pelo comércio, que registrou queda acentuada, com a redução de 56,8 mil vagas. Os demais setores registraram saldos positivos, principalmente a indústria (54,9 mil postos) e a construção (50,5 mil).
" Janeiro, no comércio, é costumeiramente negativo " disse o ministro.
É quando as lojas demitem trabalhadores temporários contratados no fim do ano para o período das festas.
Os dados também mostram um crescimento de renda de 1,77% frente a janeiro de 2024, um aumento de R$ 41,58 que levou o salário médio de admissão a R$ 2.428,67.
Nos estados, os melhores resultados foram registrados em Mato Grosso (1,92%), Santa Catarina (0,72%) e Goiás (0,66%). Outros nove estados do país tiveram saldo negativo na criação de empregos, principalmente Acre (-0,77%), Alagoas (-0,60%) e Rio de Janeiro (-0,33%).