As reflexões de riobaldo em ‘grande sertão: veredas’
O caboclo Riobaldo, narrador de "Grande sertão: veredas", de Guimarães Rosa, faz, ao longo ...
O caboclo Riobaldo, narrador de "Grande sertão: veredas", de Guimarães Rosa, faz, ao longo da obra, reflexões, digamos, filosóficas sobre, entre outros temas, a vida, a morte e o amor. A pedido da coluna, um grupo seleto de fãs do livro " que está completando 70 anos " indica as suas frases preferidas:
Ana Maria Machado: "A primeira coisa que um, para ser alto nesta vida, tem de aprender é topar firme as invejas dos outros restantes… Me rêjo, me calêjo!"
Antônio Carlos Secchin: "Passarinho que debruça " o voo já está pronto" e "Medo, não; mas perdi a vontade de ter coragem".
Lívia Baião: "Hê, de medo, coração bate solto no peito; mas de alegria ele bate inteiro e duro, que até dói, rompe para adiante na parede" e "Saudade é ser, depois de ter".
Ministra Cármen Lúcia: "Não sei se é o Riobaldo ou os gerais, mas repito demais " e acho que ele também diz: "Não tiro sombra de buraco". Se bem que, nestes tempos loucos, talvez haja muita gente tirando... sombra de buraco, digo!"
Rosiska Darcy de Oliveira: "Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura".
E, finalmente, a frase de Riobaldo que embala a turma da coluna é: "Eu quase que nada sei. Mas desconfio de muita coisa".