Governo do df vai pedir r$ 3,3 bi ao fgc para o brb
O governo do Distrito Federal vai pedir um empréstimo de R$ 3,3 bilhões ao Fundo ...
O governo do Distrito Federal vai pedir um empréstimo de R$ 3,3 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para servir de opção ao plano de capitalização do Banco de Brasília (BRB). A alternativa está prevista no projeto sancionado ontem pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), que autoriza um contrato de crédito de até R$ 6,6 bilhões.
A informação foi revelada pelo jornal Valor Econômico e confirmada pelo GLOBO. A ideia inicial é aprovar a linha de crédito como precaução, mas não utilizá-la. O plano A do BRB é criar um fundo imobiliário com os nove imóveis cedidos pelo DF no mesmo projeto sancionado ontem. Segundo estimativas, as propriedades valem juntas R$ 6,6 bilhões, valor do aporte que o governo precisa fazer para socorrer o BRB por causa das operações com o Banco Master.
O BRB deve ter de provisionar (fazer uma reserva de recursos no balanço) R$ 8,8 bilhões para fazer frente às perdas prováveis com os ativos herdados do Master, após ser desfeita a compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consideradas fraudulentas. Esse movimento deve deixar o passivo do banco estatal a descoberto, uma situação que exige readequação de capital junto ao regulador, o Banco Central (BC).
A solução tem de ser apresentada ao BC até o próximo dia 31, prazo final que o BRB tem para publicar o balanço do ano passado. Antes, no dia 18, está prevista a deliberação em Assembleia Geral Extraordinária do aumento de capital de até R$ 8,860 bilhões.
BRB Financeira
Além do fundo imobiliário e do empréstimo junto ao FGC, o presidente do BRB, Nelson de Souza, também trabalha com a opção de vender parte da BRB Financeira, o que poderia levantar até R$ 1 bilhão.
Outra possibilidade é criar um fundo de direitos creditórios (FIDC) com os ativos "bons" do Master. Há ainda as alternativas de recomprar letras financeiras subordinadas e de pedir um empréstimo a um conjunto de bancos.