Sábado, 21 de Marzo de 2026

Nathalia timberg: quase um século de bons serviços prestados à arte

BrasilO Globo, Brasil 21 de marzo de 2026

Nesta terça-feira, dia 24, a grande dama das artes brasileiras, Nathalia Timberg, aos 96 ...

Nesta terça-feira, dia 24, a grande dama das artes brasileiras, Nathalia Timberg, aos 96 anos, recebe no Espaço Sergio Britto, sede da escola artística CAL, na Glória, um grupo de convidados para assistir a um documentário que revisita sua trajetória no teatro, rádio, cinema e TV " que começou, acredite, aos 5 anos, em 1935, em um papel no filme "O grito da mocidade", de Raul Roulien.
Com direção e roteiro de Hermes Frederico,
"Nathalia Timberg - 90 anos de atuação" percorre uma das mais longevas carreiras de atriz do Brasil (talvez até mundial). "São incontáveis trabalhos", resume Hermes. Mais de uma centena, certamente. O filme nasce do desejo de mostrar às novas gerações o longo percurso de Nathalia nos palcos, nos sets e nos estúdios. "Ela faz parte de uma geração de gigantes, que inclui nomes como Fernanda Montenegro, Cleyde Yáconis, Tereza Rachel e Tônia Carrero," prossegue.
Filha de mãe belga e pai holandês, a atriz nasceu no Rio de Janeiro, lá em 1929. Foi um ano em que o Brasil, por exemplo, vivia os estertores da República Velha, derrubada no ano seguinte pelo movimento tenentista liderado por Getúlio Vargas. Foi ainda o ano da Grande Depressão, que esfarelou a economia dos Estados Unidos, com reflexos no setor cafeeiro brasileiro, que tinha na bebida então o principal produto de exportação.
Ao longo das décadas, Nathalia trabalhou com autores consagrados no Brasil e no exterior, como Tennessee Williams, Oscar Wilde, Arthur Miller, Nelson Rodrigues, Dias Gomes e Mauro Rasi. Na televisão, por exemplo, ela construiu uma carreira sólida desde os tempos da TV Tupi, com passagens por novelas de grande audiência, como "Vale tudo", na TV Globo.
No teatro, ano passado, esteve em cartaz com "A mulher da van", do inglês Alan Bennett. No momento, já se dedica a um novo projeto: "Fôlego", de Andrea Bassitt, inspirado em sua própria trajetória e no teatro brasileiro. A montagem, que terá Carla Marins no elenco, é uma homenagem a quem se dedica à arte.
Nathalia desconversa quando alguém pergunta sobre quais foram seus trabalhos preferidos ("Filho não se escolhe" ) e, principalmente, diante da pergunta se tem planos de aposentadoria. "Enquanto tiver alento, estarei no palco", disse ela numa recente conversa com o rabino Nilton Bonder. Já para a repórter Fernanda Pontes, da turma da coluna, a atriz resumiu esse longo percurso citando uma frase do poeta e crítico literário francês Paul Verlaine (1844-1896), que disse: "Eu estou naquele mundo em que se pergunta se terei nascido cedo demais ou tarde demais". Todos de pé: palmas para ela!
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