Viernes, 27 de Marzo de 2026

Ataques do irã expõem falhas na defesa de israel

BrasilO Globo, Brasil 23 de marzo de 2026

‘operação fúria épica’

‘operação fúria épica’
Ataques iranianos no sul de Israel, na madrugada de ontem, deixaram quase 200 feridos, 11 deles em estado grave, e puseram em xeque os sistemas de defesa aérea locais, que não impediram que os mísseis atingissem duas cidades, uma delas nos arredores do principal centro nuclear do país. Ontem, em resposta ao ultimato dos EUA para a reabertura do Estreito de Ormuz, Teerã ameaçou atacar a infraestrutura do Golfo Pérsico, incluindo usinas de dessalinização, vitais para a região.
O foco dos ataques era a cidade de Dimona, próxima da principal instalação onde teria sido desenvolvido o programa clandestino de armas nucleares de Israel, até hoje nem confirmado nem negado. Os mísseis não caíram na central, mas causaram estragos em áreas urbanas. Segundo Teerã, foi uma retaliação ao bombardeio, horas antes, contra a central nuclear de Natanz.
‘sequência de problemas’
Também houve estragos em Arad, na mesma região. Em visita à cidade ontem, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu perseguir "pessoalmente" os altos comandantes da Guarda Revolucionária do Irã.
Além da destruição de casas, prédios, ruas e das vítimas, a falha nos sistemas de defesa Domo de Ferro e Arrow acendeu alertas. Segundo analistas, foram empregados mísseis do tipo Emad, que já atingiram Israel em 2024. Uma investigação preliminar indicou que a falha ocorreu devido a uma "sequência de problemas" pontuais e não afeta a prontidão defensiva nacional.
O Arrow e o Domo de Ferro são dois dos principais sistemas que integram a rede de proteção de Israel. O Arrow é responsável por barrar mísseis balísticos " segundo analistas militares, citados pelo portal israelense Ynet, ele deveria ter interceptado o Emad no espaço aéreo da Jordânia, o que não ocorreu. Em uma última tentativa, o Domo de Ferro, usado contra alvos menores, foi acionado sobre Dimona e Arad, mas vídeos feitos por moradores mostram que o míssil iraniano era mais rápido do que os projéteis de interceptação.
A região metropolitana de Tel Aviv, maior cidade israelense, também foi atingida por uma série de bombardeios, que incluíram o uso de bombas de fragmentação. Ao menos seis pessoas ficaram feridas, uma delas com gravidade. Em Petah Tikva, na região central, um prédio foi atingido por um míssil, sem deixar vítimas, mas a estrutura corre o risco de desabar. O número de pousos e decolagens no Aeroporto Ben Gurion será reduzido hoje por motivos de segurança.
No norte israelense, as Forças Armadas investigam se um israelense de 60 anos foi morto por "fogo amigo" perto da fronteira com o Líbano. Inicialmente, os militares acreditavam que ele morreu depois que um míssil antitanque, lançado pelo grupo Hezbollah, atingiu seu veículo.
Um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar bombardear o setor energético iraniano caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto em 48 horas, Teerã afirmou que atacará infraestruturas vitais do Golfo Pérsico e poderá fechar completamente a passagem, onde o tráfego está restrito desde o início do conflito. Um porta-voz do Exército mencionou, em comunicado, unidades de geração de energia, de tecnologia de informação e de dessalinização de água " hoje, há cerca de 400 usinas do tipo no Golfo Pérsico, uma região que praticamente não tem rios e onde os aquíferos são poucos e explorados à exaustão. Em países como Catar e Bahrein, mais de 50% da água vem das unidades de dessalinização.
Na noite de sábado, em publicação na rede social Truth Social, Trump disse que se o Irã não reabrisse o Ormuz em até 48 horas, "os EUA atacarão e destruirão suas diversas usinas elétricas, começando pela maior". Hoje, a maior unidade de produção de energia no Irã é o complexo termoelétrico de Damavand, que serve Teerã " a matriz energética local é composta quase que totalmente por fontes fósseis, como petróleo e gás.
ponte é explodida no líbano
Além de ameaçar os países do Golfo, já sob bombardeio desde os primeiros momentos da guerra, o porta-voz disse que, caso suas usinas fossem atacadas, "o Estreito de Ormuz seria totalmente fechado".
Enquanto EUA e Irã trocavam ameaças de ataques a infraestruturas estratégicas, Israel anunciou mais "várias semanas de combates" no sul do Líbano contra o Hezbollah. Horas antes, uma importante ponte situada na principal rodovia costeira que liga a região de Tiro, no sul, ao restante do país foi atacada. Israel alega que a ponte era usada pelo Hezbollah para transportar tropas para a região.
" A operação contra a organização terrorista Hezbollah não fez mais do que começar " afirmou o chefe do Estado-Maior Eyal Zamir.
A campanha de bombardeios no Líbano e os avanços terrestres em uma faixa ao longo da fronteira já deixaram milhares de mortos e mais de um milhão de deslocados.
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