Martes, 24 de Marzo de 2026

Adesão ao pdv dos correios não chega a 30%, com prazo no fim

BrasilO Globo, Brasil 24 de marzo de 2026

Com o prazo chegando ao fim, os Correios ainda têm adesão baixa ao Programa de Demissão ...

Com o prazo chegando ao fim, os Correios ainda têm adesão baixa ao Programa de Demissão Voluntária (PDV), uma das principais medidas da gestão de Emmanoel Rondon para cortar custos da empresa. Até o momento, as inscrições não chegam a 3 mil, contra uma meta de 10 mil desligamentos este ano.
Mesmo com os números baixos, a cúpula já vem avisando aos funcionários que o prazo não será prorrogado e que as próximas opções serão mais restritivas. Espera-se que as adesões aumentem mais perto do fim da data-limite, que se encerra em 31 de março, já que as pessoas tendem a decidir na última hora.
Parte da empresa, porém, tem dúvidas sobre o sucesso da iniciativa, já que as indenizações têm teto de R$ 600 mil. O PDV atual é uma reabertura do programa do ano passado, lançado ainda sob o comando de Fabiano Silva dos Santos, ex-presidente dos Correios. Naquela época, a adesão foi de 3,6 mil funcionários.
Para tentar aumentar a atratividade, a direção lançou um novo plano de saúde, que abarca familiares até o 4º grau de parentesco, de modo a aplacar uma das principais preocupações do público-alvo. É custeado pelos funcionários, mas a contratação é mais barata que no mercado.
O PDV é uma das principais medidas de corte de gastos do plano de reestruturação da estatal, que vive a pior crise de sua história. Se alcançar a meta de 15 mil desligamentos até o fim de 2027, a empresa estima que a economia anual será de R$ 2,1 bilhões.
120 agências fechadas
O programa também se conecta com outra ação liderada pela gestão Rondon: a otimização da rede de atendimento. Já foram fechadas mais de 120 unidades, cerca de 10% da meta de mil. Contudo, a empresa está finalizando um estudo técnico sobre a otimização da rede de atendimento e de distribuição em todo o país.
O levantamento vai considerar a evolução de formatos de atendimento utilizados pelos Correios. Estruturas tradicionais podem dar lugar a modelos mais flexíveis, como pontos de coleta e lockers.
A estatal já avisou que irá comunicar previamente os funcionários das unidades substituídas ou suprimidas. "A empresa avaliará possibilidades de realocação em outras unidades ou atividades da própria rede, buscando conduzir o processo de forma organizada e respeitosa", disse em comunicado aos servidores.
Outra medida que já está em curso é a venda de imóveis ociosos, cuja expectativa é levantar R$ 1,5 bilhão. Os leilões começaram em fevereiro, em fase de teste. Os resultados ficaram dentro do esperado, mas as propriedades participantes eram menores, e a arrecadação foi de R$ 9 milhões, cerca de 20% do valor ofertado.
Nesta semana, ocorre a segunda rodada. Serão leiloados dois terrenos em Brasília e um em Salvador, avaliados em quase R$ 600 milhões. Um deles fica às margens do Lago Paranoá, região nobre da capital federal, e terá lance mínimo de R$ 275 milhões.
Os Correios ainda estão promovendo mudanças no plano de saúde dos funcionários, que é mantido pela estatal. Só em janeiro, houve uma economia de R$ 70 milhões. A meta para o ano é de R$ 700 milhões.
Um novo modelo de rotas de distribuição está sendo implementado. O índice de entrega no prazo está aquém da meta de 96% em nível nacional " foi de 80,55% em fevereiro, mas 14 estados já bateram ou estão próximos do alvo, como São Paulo, Minas Gerais, Alagoas, Tocantins e Roraima.
La Nación Argentina O Globo Brasil El Mercurio Chile
El Tiempo Colombia La Nación Costa Rica La Prensa Gráfica El Salvador
El Universal México El Comercio Perú El Nuevo Dia Puerto Rico
Listin Diario República
Dominicana
El País Uruguay El Nacional Venezuela