Meta demite 700 após aprovar bônus para executivos
A Meta demitiu cerca de 700 funcionários na quarta-feira, segundo uma fonte, no mais ...
A Meta demitiu cerca de 700 funcionários na quarta-feira, segundo uma fonte, no mais recente corte de pessoal, enquanto redireciona suas prioridades para a inteligência artificial (IA). Menos de 24 horas antes dos desligamentos, a companhia anunciou um novo programa de ações para seis executivos de alto escalão, que pode aumentar a remuneração de alguns deles em até US$ 921 milhões ao longo dos próximos cinco anos.
De acordo com a empresa, o bônus busca reter talentos na era da IA e impulsionar um crescimento ambicioso. A contradição entre cortar funcionários enquanto recompensa executivos destaca o quanto a IA mudou a indústria de tecnologia.
Nos últimos anos, a Meta tem buscado ir além de seus negócios de redes sociais e metaverso. O CEO Mark Zuckerberg declarou que busca criar "superinteligência", uma IA quase divina que funcione como o companheiro pessoal definitivo.
No ano passado, Zuckerberg investiu bilhões de dólares para contratar uma equipe de especialistas em IA. Ao mesmo tempo, a Meta planejava cortar de 10% a 15% da Reality Labs, divisão responsável por produtos de realidade virtual e metaverso.
As demissões ocorrem na mesma semana em que a Meta sofreu dois reveses na Justiça, em julgamento sobre vício em redes sociais (leia mais acima).
Além da Reality Labs, houve cortes em recrutamento, vendas e no Facebook, segundo uma fonte. Embora representem apenas uma fração dos 78 mil funcionários da empresa, as demissões indicam as prioridades da companhia.
Em nota, a Meta disse que as equipes "passam regularmente por reestruturações ou mudanças." A empresa acrescentou que, "sempre que possível", busca "outras oportunidades para os funcionários cujos cargos possam ser impactados."
Objetivo: valer US$ 9 tri
As demissões foram divulgadas primeiro pelo site The Information. Antes dos cortes, a Meta detalhou o novo programa de ações para seis executivos: Andrew Bosworth, diretor de Tecnologia; Chris Cox, diretor de Produto; Susan Li, diretora financeira; Javier Olivan, diretor de operações; Dina Powell McCormick, presidente; e C.J. Mahoney, diretor jurídico.
Esses executivos poderão adquirir mais opções de ações da Meta caso a empresa atinja determinadas metas de crescimento. A mais ambiciosa é transformar a Meta em uma empresa de US$ 9 trilhões até 2031. Hoje, seu valor de mercado é de cerca de US$ 1,5 trilhão.
Se as metas forem alcançadas, as novas opções de ações de Bosworth, Cox e Olivan poderiam valer até US$ 921 milhões cada, segundo análise da consultoria Equilar. As opções de Li poderiam chegar a US$ 161 milhões.
É a primeira vez que a Meta concede opções de ações a executivos desde que abriu seu capital, em 2012, quando ainda se chamava Facebook. Em nota, a empresa afirmou que o programa busca manter a competitividade frente aos rivais de IA e incentivar executivos. Zuckerberg não recebeu novas opções de ações.
" É uma grande aposta " disse um porta-voz. " Esses pacotes de remuneração só serão concretizados se a Meta alcançar um sucesso massivo no futuro, beneficiando todos os acionistas.
A Meta prevê gastar pelo menos US$ 115 bilhões neste ano, principalmente com IA.