Viernes, 27 de Marzo de 2026

Meta demite 700 após aprovar bônus para executivos

BrasilO Globo, Brasil 27 de marzo de 2026

A Meta demitiu cerca de 700 funcionários na quarta-feira, segundo uma fonte, no mais ...

A Meta demitiu cerca de 700 funcionários na quarta-feira, segundo uma fonte, no mais recente corte de pessoal, enquanto redireciona suas prioridades para a inteligência artificial (IA). Menos de 24 horas antes dos desligamentos, a companhia anunciou um novo programa de ações para seis executivos de alto escalão, que pode aumentar a remuneração de alguns deles em até US$ 921 milhões ao longo dos próximos cinco anos.
De acordo com a empresa, o bônus busca reter talentos na era da IA e impulsionar um crescimento ambicioso. A contradição entre cortar funcionários enquanto recompensa executivos destaca o quanto a IA mudou a indústria de tecnologia.
Nos últimos anos, a Meta tem buscado ir além de seus negócios de redes sociais e metaverso. O CEO Mark Zuckerberg declarou que busca criar "superinteligência", uma IA quase divina que funcione como o companheiro pessoal definitivo.
No ano passado, Zuckerberg investiu bilhões de dólares para contratar uma equipe de especialistas em IA. Ao mesmo tempo, a Meta planejava cortar de 10% a 15% da Reality Labs, divisão responsável por produtos de realidade virtual e metaverso.
As demissões ocorrem na mesma semana em que a Meta sofreu dois reveses na Justiça, em julgamento sobre vício em redes sociais (leia mais acima).
Além da Reality Labs, houve cortes em recrutamento, vendas e no Facebook, segundo uma fonte. Embora representem apenas uma fração dos 78 mil funcionários da empresa, as demissões indicam as prioridades da companhia.
Em nota, a Meta disse que as equipes "passam regularmente por reestruturações ou mudanças." A empresa acrescentou que, "sempre que possível", busca "outras oportunidades para os funcionários cujos cargos possam ser impactados."
Objetivo: valer US$ 9 tri
As demissões foram divulgadas primeiro pelo site The Information. Antes dos cortes, a Meta detalhou o novo programa de ações para seis executivos: Andrew Bosworth, diretor de Tecnologia; Chris Cox, diretor de Produto; Susan Li, diretora financeira; Javier Olivan, diretor de operações; Dina Powell McCormick, presidente; e C.J. Mahoney, diretor jurídico.
Esses executivos poderão adquirir mais opções de ações da Meta caso a empresa atinja determinadas metas de crescimento. A mais ambiciosa é transformar a Meta em uma empresa de US$ 9 trilhões até 2031. Hoje, seu valor de mercado é de cerca de US$ 1,5 trilhão.
Se as metas forem alcançadas, as novas opções de ações de Bosworth, Cox e Olivan poderiam valer até US$ 921 milhões cada, segundo análise da consultoria Equilar. As opções de Li poderiam chegar a US$ 161 milhões.
É a primeira vez que a Meta concede opções de ações a executivos desde que abriu seu capital, em 2012, quando ainda se chamava Facebook. Em nota, a empresa afirmou que o programa busca manter a competitividade frente aos rivais de IA e incentivar executivos. Zuckerberg não recebeu novas opções de ações.
" É uma grande aposta " disse um porta-voz. " Esses pacotes de remuneração só serão concretizados se a Meta alcançar um sucesso massivo no futuro, beneficiando todos os acionistas.
A Meta prevê gastar pelo menos US$ 115 bilhões neste ano, principalmente com IA.
La Nación Argentina O Globo Brasil El Mercurio Chile
El Tiempo Colombia La Nación Costa Rica La Prensa Gráfica El Salvador
El Universal México El Comercio Perú El Nuevo Dia Puerto Rico
Listin Diario República
Dominicana
El País Uruguay El Nacional Venezuela