Domingo, 05 de Abril de 2026

Moradia de grife: novo ícone de prestígio no mercado

BrasilO Globo, Brasil 5 de abril de 2026

O desejo de morar dentro de uma marca " e não apenas em um endereço " começou a tomar forma nos ...

O desejo de morar dentro de uma marca " e não apenas em um endereço " começou a tomar forma nos Estados Unidos, ainda na década de 1920, quando hotéis de luxo passaram a oferecer residências com o mesmo padrão de serviço e sofisticação das hospedagens. Mas foi nos anos 2000, em cidades como Miami e Nova York, que o modelo ganhou força com marcas como Four Seasons, Ritz-Carlton e Trump. Mais do que imóveis, vendia-se um estilo de vida.
Hoje, o conceito de branded condo se expandiu para além da hotelaria e incorporou marcas da moda, do design e até do automobilismo. Projetos assinados por grifes como Porsche, Armani, Bugatti e Versace se espalham por cidades como Miami, Dubai, Londres e Paris.
No Brasil, São Paulo lidera esse movimento, enquanto o Rio de Janeiro começa a atrair projetos que apostam na combinação entre localização privilegiada e identidade de marca. Para o arquiteto Celso Rayol, sócio da Cité Arquitetura, o diferencial está na exclusividade.
" O branded condo traz a ideia de exclusividade desde sua concepção, para que o morador se sinta único naquele espaço. Os apartamentos são grandes e os espaços comuns têm metragens generosas. Em um residencial de marca, há um repertório grande de diferenciais, que podem ser assinados por várias ou por uma só marca. Um tapete de uma área comum, por exemplo, nunca será apenas um tapete " pontua.
Rayol cita o espaço wellness do Oro, empreendimento no Ilha Pura em parceria com a Ornare, que tem uma piscina aquecida ocupando o centro e organizando os demais ambientes ao redor, criando uma experiência quase cenográfica. O projeto também marcou a estreia da marca no Rio e reforçou a estratégia do BTG de posicionar a região como um polo de luxo contemporâneo.
Os números acompanham o discurso: entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, o valor do metro quadrado no empreendimento saltou de cerca de R$ 11 mil para até R$ 14 mil em algumas unidades, uma valorização próxima de 15% em apenas quatro meses. A aposta agora se repete no projeto do Pura por Artefacto, co-branding com outra marca tradicional de mobiliário de alto padrão.
" Quando buscamos parceria com uma marca, avaliamos a capacidade dela de agregar valor ao ativo no longo prazo. O co-branding precisa ir além da estética e se traduzir em diferenciação concreta. Nossa estratégia responde às expectativas de um consumidor cada vez mais exigente, que busca não apenas localização e metragens amplas, mas experiência, identidade e diferenciação " afirma o sócio do banco e CEO da Enforce, Ricardo Cardoso.
Na Tegra, a escolha dos parceiros segue uma lógica similar. No projeto Riio by Piero Lissoni, o desafio era valorizar o último terreno disponível na orla da Barra com uma proposta que integrasse arquitetura, interiores e paisagismo em uma visão única. Admirador da obra de Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, o designer italiano criou um projeto com referências ao modernismo, combinando elementos brasileiros e europeus.
" Projetos desse tipo não são replicáveis em escala. Eles dependem de uma combinação rara entre localização, marca e conceito. Nosso foco não é volume, é ser uma butique em escala, com consistência. Queremos que os empreendimentos sejam percebidos como ativos de valor aos olhos dos compradores " observa o gerente-geral de Incorporação da Tegra, Marcelo Cardoso.
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