Balança tem superávit mais baixo para março desde 2020
A balança comercial brasileira registou superávit de US$ 6,4 bilhões em março de 2026, uma queda ...
A balança comercial brasileira registou superávit de US$ 6,4 bilhões em março de 2026, uma queda de 17,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o superávit foi de US$ 7,7 bilhões, e o pior desempenho para o mês em seis anos. As exportações cresceram 10% e chegaram a US$ 31,6 bilhões, mas as importações avançaram 20%, totalizando US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio cresceu 14,3% e chegou a US$ 56,8 bilhões no mês passado.
As vendas externas de petróleo em março somaram US$ 4,77 bilhões, uma alta de 70,4% ante igual mês de 2025. A exportação de óleo bruto para a China alcançou US$ 3,1 bilhões, uma alta de 111% contra igual período do ano anterior. O desempenho das exportações brasileiras no mês foi influenciado principalmente pela indústria extrativa, que no conjunto teve crescimento de US$ 1,96 bilhão, um aumento de 36,4% em relação ao mesmo mês de 2025. Também houve avanço de 5,4% na indústria de transformação e de 1,1% na agropecuária.
Apesar do crescimento das exportações do agro, as vendas de café despencaram 30,5% em março. Em relação às importações, a alta está vinculada principalmente a veículos, cujas compras do exterior subiram US$ 755,7 milhões em março na comparação com o mesmo mês de 2025. O avanço das importações de automóveis de passageiros foi de 204,2%.
No primeiro trimestre de 2026, a balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 14,2 bilhões., valor 47,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Nos três primeiros meses do ano, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões e as importações, US$ 68,2 bilhões.
Em relação ao mesmo intervalo do ano passado, as exportações cresceram 7,1%, enquanto as importações avançaram 1,3%, indicando uma expansão mais moderada das compras externas no acumulado do ano.
A corrente de comércio no primeiro trimestre atingiu US$ 150,5 bilhões, com aumento de 4,4% na comparação anual.