Anel inteligente barato faz bonito contra samsung
Pode um dispositivo que custa um décimo de seu principal rival ter um desempenho tão parecido? A ...
Pode um dispositivo que custa um décimo de seu principal rival ter um desempenho tão parecido? A disputa entre o Galaxy Ring, da Samsung, e o recém-lançado Connect Ring, da Lity, mostra que sim. Desde 2024, o único anel inteligente disponível no mercado brasileiro era o da Samsung. Isso mudou no fim de 2025, com a chegada do Connect Ring.
Nessa disputa, chama a atenção a diferença nos preços: o Galaxy Ring custa R$ 3.150, enquanto o Connect Ring sai por R$ 350. O GLOBO testou o Connect Ring para tentar entender se essa diferença se justifica " e descobriu que ele é uma ótima opção de baixo custo.
Ambos se conectam ao smartphone via Bluetooth, mas o anel da Lity é compatível com iPhone e Android, enquanto o Galaxy só se conecta com Android (a partir do 11) e disponibiliza alguns recursos apenas nos celulares da própria marca.
Frequência cardíaca
Eles contam com um sensor que monitora a frequência cardíaca, a variabilidade dessa frequência e o nível de oxigênio no sangue, um sensor de temperatura e um acelerômetro. Com isso, os dois anéis cruzam dados para estimar a queima calórica, a distância percorrida e a qualidade do sono.
Os números entre os rivais variam pouco. Por exemplo: em uma das medições, o Galaxy registrava 5.439 passos dados, 268 calorias queimadas e 4.250 metros percorridos. O Connect apontava 5.799 passos dados, 248 calorias queimadas e 4.170 metros percorridos.
Em nenhum dos anéis o monitoramento cardíaco é contínuo, mas o Connect permite um nível de controle maior. No app, é possível escolher medições em intervalos que variam entre cinco e 60 minutos. No Galaxy, as medições ocorrem a cada dez minutos, e não é possível alterar esse padrão. Os números não divergem muito. Por exemplo: às 0h20 de 7 de abril, o Connect apontou 58 batidas por minuto (bpm), enquanto o Galaxy mostrou 59 bpm.
No registro de sono, ambos apresentam um gráfico com quatro etapas: sono leve, profundo, REM e vigília. A maior divergência ocorreu para o período de sono leve, com o Connect apontando 3 horas e 27 minutos, contra 4 horas e 12 minutos do Galaxy. No entanto, a diferença para o período total de sono foi pequena. O Connect registrou que foram 7 horas e 10 minutos de sono, enquanto o Galaxy gravou cinco minutos a mais.
O barateamento dos anéis inteligentes lembra o que as pulseiras inteligentes fizeram no fim da década passada: pegaram tecnologias dos smartwatches e empacotaram em produtos acessíveis, embora mais limitados. Isso ajuda a explicar como a Mi Band, da Xiaomi, tornou-se um hit no Brasil.
Não é possível saber se o anel da Lity terá o mesmo sucesso, mas ele entrega um ótimo custo-benefício. E a Samsung terá de dar um gás na segunda geração do Galaxy Ring para continuar justificando o preço atual.