Brasil disputa ‘oscar’ do esporte com quatro nomes
O Brasil chega à edição deste ano do Prêmio Laureus World Sports Awards com quatro representantes ...
O Brasil chega à edição deste ano do Prêmio Laureus World Sports Awards com quatro representantes em três categorias diferentes, e com a chance concreta de voltar ao topo depois do feito histórico de Rebeca Andrade, que, em 2025, tornou-se a primeira mulher brasileira a vencer o "Oscar do esporte", ao levar o troféu de Retorno do Ano.
Na categoria Revelação do Ano, João Fonseca, de 19 anos, é o representante nacional, e deve comparecer ao prêmio, já que disputa ainda nesta semana os Masters 1000 de Madri, cidade-sede da cerimônia. Em boa fase na atual gira do saibro, o tenista, 35º no ranking da ATP, teve em 2025 a consolidação de uma temporada que o colocou definitivamente no radar mundial, com títulos importantes e as primeiras vitórias relevantes entre profissionais, confirmando o status de principal promessa do tênis brasileiro em décadas.
Nos Esportes de Ação, o Brasil aparece com dois nomes. No surfe, Yago Dora chega impulsionado por uma temporada campeã na elite da WSL, com vitórias em etapas importantes. Já Rayssa Leal, indicada pela quarta vez, segue perseguindo um troféu inédito. Em 2025, a skatista manteve o padrão de excelência que a acompanha desde a adolescência, com pódios em etapas da Street League e protagonismo contínuo nas principais competições internacionais " agora já não mais como promessa, mas como referência.
Mas é no esporte paralímpico que está a maior esperança brasileira. O nadador Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, chega como um dos favoritos ao prêmio de Melhor Atleta com Deficiência após um ciclo dominante.
Hegemonias consolidadas
Depois de brilhar em Tóquio, Gabrielzinho consolidou em 2025 uma sequência de performances de alto nível, com três medalhas de ouro no Mundial em Singapura, e tempos de elite mundial, reforçando uma trajetória que aponta para mais um protagonismo na Paralimpíada de Los Angeles, em 2028.
Se entre os homens a juventude avança com força, a categoria de Melhor Atleta Mulher do Ano reúne um grupo que mistura auge precoce e domínio sustentado. A espanhola Aitana Bonmatí chega embalada por mais uma temporada de protagonismo no futebol europeu, enquanto a queniana Faith Kipyegon mantém uma hegemonia histórica nas provas de meio-fundo, com marcas que redefinem limites da modalidade.
Nos Estados Unidos, três nomes representam diferentes formas de excelência. Sydney McLaughlin-Levrone segue transformando os 400m com barreiras com performances quase inatingíveis, Katie Ledecky prolonga uma das carreiras mais dominantes da natação, e Melissa Jefferson-Wooden se firma como força emergente na velocidade. Completa a lista a tenista Aryna Sabalenka, que consolidou sua posição no topo do circuito com títulos de Grand Slam e regularidade em alto nível.
O conjunto reforça um cenário curioso: se a nova geração acelera o acesso ao topo, entre as mulheres o Laureus ainda premia, majoritariamente, atletas que conseguem não apenas chegar cedo, mas permanecer por mais tempo em um patamar de domínio técnico quase absoluto. (Thales Machado)