Martes, 28 de Abril de 2026

China veta compra da startup de ia manus pela meta

BrasilO Globo, Brasil 28 de abril de 2026

A China decidiu vetar a compra da startup de inteligência artificial (IA) Manus pela americana ...

A China decidiu vetar a compra da startup de inteligência artificial (IA) Manus pela americana Meta, de Mark Zuckerberg, uma operação de US$ 2 bilhões. O veto ocorre semanas antes de uma reunião de alto nível entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma ordenou o cancelamento do negócio ontem.
Pequim intensificou o escrutínio sobre empresas-chave do setor de IA no país após o acordo da Meta para adquirir a Manus, anunciado em dezembro. Há poucos dias, decidiu restringir o investimento americano em empresas de tecnologia chinesas.
Segundo fontes, representantes da comissão informaram várias empresas privadas nas últimas semanas que elas devem rejeitar capital de origem americana em rodadas de financiamento, a menos que haja aprovação explícita do governo.
Disputa por liderança no setor
Os fundadores da Manus iniciaram as atividades da startup na China, mas transferiram sua sede e equipe principal para Cingapura em 2025. Não estava claro, quando o acordo foi firmado, se Pequim exerceria sua autoridade sobre uma transação que tecnicamente ocorreu fora de suas fronteiras.
" O sinal de Pequim é que o que importa não é onde a entidade legal está " disse Ke Yan, analista de tecnologia da DZT Research, de Cingapura.
A decisão sobre a Manus representa um revés para a Meta, que busca competir em IA com Microsoft, Google, OpenAI e Anthropic. A aquisição visava ajudar a empresa de Zuckerberg a assumir uma posição de liderança no campo dos agentes de IA.
Lançada em março de 2025, a Manus desenvolveu um agente de IA capaz de automatizar tarefas complexas, que vão desde análises do índice acionário americano S&P 500 até a elaboração de propostas de vendas.
Não está claro como a Meta vai desfazer o acordo. Funcionários da Manus já se mudaram para escritórios da Meta em Cingapura, e empresas que investiram na startup, incluindo Tencent, ZhenFund e Hongshan, já receberam seus recursos, segundo fontes.
A Meta afirmou, em comunicado, que o acordo cumpriu as leis aplicáveis e que espera uma resolução da investigação da China, sem fornecer mais detalhes.
Pequim e Washington disputam a liderança em IA. À medida que a rivalidade se intensifica, Xi tenta proteger a tecnologia e os talentos chineses.
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