Domingo, 17 de Mayo de 2026

As certezas e as dúvidas no ataque da seleção, setor com fartura de opções

BrasilO Globo, Brasil 17 de mayo de 2026

Nove ainda é pouco

Nove ainda é pouco
Nenhuma posição é tão prestigiada na convocação quanto o ataque. A expectativa é que o técnico Carlo Ancelotti repita o que Tite fez em 2022 e leve nove (com três goleiros, nove zagueiros/laterais e cinco meio-campistas). Mas a fartura de vagas não é sinônimo de consenso na montagem da lista. Embora reúna muitas unanimidades, o setor é o centro das atenções, e o que mais divide opiniões no país " por causa da sombra (será apenas isso?) de Neymar.
O painel da convocação do GLOBO, formado por repórteres e colunistas da equipe de esportes do jornal, aponta que os nove convocados por Ancelotti serão Vini Jr, Raphinha, Luiz Henrique, Matheus Cunha, Endrick, Gabriel Martinelli, João Pedro, Igor Thiago e Rayan. Os oito primeiros receberam todos os 11 votos dos membros. Já o atacante do Bournemouth, que fez uma boa temporada de estreia na Inglaterra e cresceu nesta reta final, levou o suficiente para entrar no grupo. Mas dividiu as apostas com Neymar.
Se levarmos em conta o ciclo completo e os 12 meses de Ancelotti na seleção, de fato há pouca margem para dúvidas. Vini e Raphinha foram os nomes de maior destaque entre os brasileiros no mundo. O primeiro chegou ao Catar ainda como um jovem em ascensão. Hoje é uma realidade, com dois títulos de Champions (2021/22 e 2023/24) e uma eleição de melhor do mundo no The Best, da Fifa de 2024. Já o outro virou um dos protagonistas de um Barcelona que conta com Lamine Yamal e Robert Lewandowski.
Ao lado deles, Matheus Cunha, Martinelli, Luiz Henrique e João Pedro foram figuras constantes nas convocações de Ancelotti, já no último ano do ciclo, e ajudaram o italiano a encontrar uma base (seja como titulares ou não) para seu sistema de jogo com quatro atacantes. Já as três vagas restantes, ao que tudo indica, serão daqueles que despontaram no momento decisivo.
Endrick e Igor Thiago eram pouco considerados no começo do ano e mudaram este cenário. O primeiro é um caso especial. Assim como na seleção, sofreu com o status de preterido por Ancelotti no Real Madrid. Recebia pouco espaço no clube e era visto como um nome para o futuro " visão que seguiu mesmo após Xabi Alonso suceder o italiano. Mas não quis esperar pelo próximo ciclo. Emprestado ao Lyon, o atacante de 19 anos fez grande temporada com 15 participações em gols (8 gols e 7 assistências) em 23 jogos e já tem o retorno para Madrid cercado de expectativas.
Já Igor Thiago se aproveitou do fato de nenhum centroavante ter se firmado na seleção. Ele superou a pouca visibilidade por sempre ter atuado em clubes europeus de menor expressão com os números de sua temporada pelo Brentford. Vice-artilheiro da Premier League, com 22 gols, o jogador de 24 anos oferece um perfil físico pouco disponível à comissão técnica neste ciclo: especialista no último toque, de força e retenção de bola.
Porém, é também por ser um jogador pouco acompanhado que Igor Thiago foi escolhido no painel do GLOBO como aquele que talvez precisasse de uma melhor avaliação dentre os que devem ir à Copa, assim como Pedro. O jogador do Flamengo conseguiu se blindar das lesões, marcou 16 gols em 28 jogos em 2026 e será observado por Ancelotti em Curitiba durante o jogo contra o Athletico, hoje, na véspera da convocação.
Quanto a Rayan, a lesão de Estêvão e seu crescimento no Bournemouth o alçaram a substituto ideal: atua pelo mesmo lado do campo e iria à Copa em grande fase, com quatro participações em gols nas últimas cinco partidas.
fator neymar
Só que quem também cresceu é Neymar. Embora longe de sua melhor forma, o camisa 10 evoluiu fisicamente e, apesar das polêmicas, conta com forte lobby dentro da própria seleção a seu favor.
Ainda assim, fica a dúvida: Ancelotti está disposto a assumir o possível risco de ter Neymar no elenco? Em que posição atuará num contexto em que a seleção atua com extremos altamente físicos e sem um camisa 10 clássico, função mais próxima da que desempenha no Santos? É exatamente por isso que recebeu a mesma quantidade de votos (três) no painel para ir à Copa e para ser aquele que poderia ter ido, mas perdeu a chance.
Isso sem contar Igor Jesus. Assim como no Botafogo, ele continua se mostrando um centroavante de muitas valências no Nottingham Forest. Ainda assim, aparece no painel como aquele que, embora não vá, merecia estar na Copa.
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