Frenesi com chips leva mais empresas a valer us$ 1 tri
A disparada vertiginosa das ações de fabricantes de chips de memória está se ...
A disparada vertiginosa das ações de fabricantes de chips de memória está se intensificando, levando o valor de mercado da sul-coreana SK Hynix e da americana Micron Technology a ultrapassar US$ 1 trilhão (o equivalente a R$ 5,06 trilhões) à medida que os investidores apostam no boom da inteligência artificial (IA).
A valorização de 9,3% da ação da SK Hynix ontem na Bolsa de Seul fez a alta acumulada em 12 meses superar 1.000% e tornou a empresa a terceira companhia asiática a entrar no seleto "clube do US$ 1 trilhão", com valor de mercado de US$ 1,06 trilhão. No início do mês tinha sido a vez da rival coreana fabricante de chips de memória Samsung Electronics, que chegou a US$ 1,19 trilhão. A líder no continente é a taiwanesa TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing), a mais avançada e maior fabricante mundial de semicondutores, com valor de mercado de US$ 1,9 trilhão.
Na terça-feira, as ações da americana Micron dispararam 19% na Nasdaq, a maior alta desde 2011, após relatório do UBS afirmar que as cotações podem dobrar ao longo do próximo ano, e o valor da empresa foi a US$ 1,01 trilhão.
As principais fabricantes dos chamados chips de memória de alta largura de banda (HBM) agora ocupam um ponto crítico na expansão global da IA, com produtos essenciais para a expansão dos data centers. Investidores e analistas esperam uma escassez de memória até 2027, dando a essas empresas um poder incomum de negociação de preços com as maiores companhias de tecnologia do mundo.
No segmento de semicondutores, a americana Nvidia " a empresa mais valiosa do mundo (US$ 5,2 trilhões) " anunciou ontem que aumentará seu investimento em Taiwan para US$ 150 bilhões por ano. Jensen Huang, CEO da empresa, descreveu a ilha como o "epicentro da revolução da IA". Taiwan é uma potência na fabricação de microchips utilizados para treinar e impulsionar sistemas de IA, e abriga os gigantes da produção de chips TSMC e Foxconn.
Já a chinesa Huawei, uma das maiores em infraestrutura de internet e telefonia do mundo, afirmou ter achado uma forma de reduzir a distância em relação à TSMC, que está cerca de cinco anos à frente em termos tecnológicos. A companhia diz que começará a fazer chips hiperminiaturizados utilizando uma tecnologia própria sem recorrer à holandesa ASML, que detém o monopólio global na fabricação das máquinas EUV, os únicos equipamentos capazes de produzir ("desenhar") os microchips mais avançados e potentes do mundo, como os da Nvidia.
Atualmente, a China não tem acesso às máquinas holandesas devido a restrições impostas por EUA e aliados.