Jueves, 28 de Mayo de 2026

Frenesi com chips leva mais empresas a valer us$ 1 tri

BrasilO Globo, Brasil 28 de mayo de 2026

A disparada vertiginosa das ações de fabricantes de chips de memória está se ...

A disparada vertiginosa das ações de fabricantes de chips de memória está se intensificando, levando o valor de mercado da sul-coreana SK Hynix e da americana Micron Technology a ultrapassar US$ 1 trilhão (o equivalente a R$ 5,06 trilhões) à medida que os investidores apostam no boom da inteligência artificial (IA).
A valorização de 9,3% da ação da SK Hynix ontem na Bolsa de Seul fez a alta acumulada em 12 meses superar 1.000% e tornou a empresa a terceira companhia asiática a entrar no seleto "clube do US$ 1 trilhão", com valor de mercado de US$ 1,06 trilhão. No início do mês tinha sido a vez da rival coreana fabricante de chips de memória Samsung Electronics, que chegou a US$ 1,19 trilhão. A líder no continente é a taiwanesa TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing), a mais avançada e maior fabricante mundial de semicondutores, com valor de mercado de US$ 1,9 trilhão.
Na terça-feira, as ações da americana Micron dispararam 19% na Nasdaq, a maior alta desde 2011, após relatório do UBS afirmar que as cotações podem dobrar ao longo do próximo ano, e o valor da empresa foi a US$ 1,01 trilhão.
As principais fabricantes dos chamados chips de memória de alta largura de banda (HBM) agora ocupam um ponto crítico na expansão global da IA, com produtos essenciais para a expansão dos data centers. Investidores e analistas esperam uma escassez de memória até 2027, dando a essas empresas um poder incomum de negociação de preços com as maiores companhias de tecnologia do mundo.
No segmento de semicondutores, a americana Nvidia " a empresa mais valiosa do mundo (US$ 5,2 trilhões) " anunciou ontem que aumentará seu investimento em Taiwan para US$ 150 bilhões por ano. Jensen Huang, CEO da empresa, descreveu a ilha como o "epicentro da revolução da IA". Taiwan é uma potência na fabricação de microchips utilizados para treinar e impulsionar sistemas de IA, e abriga os gigantes da produção de chips TSMC e Foxconn.
Já a chinesa Huawei, uma das maiores em infraestrutura de internet e telefonia do mundo, afirmou ter achado uma forma de reduzir a distância em relação à TSMC, que está cerca de cinco anos à frente em termos tecnológicos. A companhia diz que começará a fazer chips hiperminiaturizados utilizando uma tecnologia própria sem recorrer à holandesa ASML, que detém o monopólio global na fabricação das máquinas EUV, os únicos equipamentos capazes de produzir ("desenhar") os microchips mais avançados e potentes do mundo, como os da Nvidia.
Atualmente, a China não tem acesso às máquinas holandesas devido a restrições impostas por EUA e aliados.
La Nación Argentina O Globo Brasil El Mercurio Chile
El Tiempo Colombia La Nación Costa Rica La Prensa Gráfica El Salvador
El Universal México El Comercio Perú El Nuevo Dia Puerto Rico
Listin Diario República
Dominicana
El País Uruguay El Nacional Venezuela