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> As diretrizes para o primeiro leilão de reserva de capacidade voltado exclusivamente para sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês) no Brasil foram publicadas na semana passada. A portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) cria dois certames, um reservado a projetos com conteúdo nacional e outro aberto a todos os fornecedores.
> Um dos leilões será realizado em 2 de dezembro e será destinado a projetos que atendam requisitos mínimos de nacionalização definidos pelo BNDES. Dois dias depois, em 4 de dezembro, ocorrerá o outro certame aberto aos demais sistemas de armazenamento.
> A publicação ocorreu um dia após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovar a regulamentação para sistemas de armazenamento de energia, consolidando o marco regulatório que o setor aguardava para viabilizar os primeiros projetos em escala comercial.
> As diretrizes do MME estabelecem que os empreendimentos vencedores terão contratos de reserva de capacidade com duração de 15 anos e início de suprimento em 1º de agosto de 2028.
> As baterias deverão ser capazes de fornecer a potência contratada por quatro horas consecutivas por ciclo completo, podendo realizar até dois ciclos diários, limitados a 366 ciclos por ano. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) poderá, entretanto, despachar os sistemas por até 12 horas.
> Para Luiza Masseno Leal, pesquisadora do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), do Instituto de Economia da UFRJ, os leilões serão fundamentais para dar mais segurança à rede elétrica.
> " A urgência (de acelerar a integração de baterias ao Sistema Interligado Nacional) é real e crescente " afirma Luiza, acrescentando que países como EUA, Alemanha e Chile já utilizam a tecnologia para ampliar a flexibilidade e a segurança das redes elétricas. " A China é, com folga, o mais avançado e concentra mais da metade da capacidade global de BESS em escala de rede. O Brasil está atrasado.