Viernes, 19 de Junio de 2026

Alexa+ turbinada por ia generativa chega ao brasil

BrasilO Globo, Brasil 19 de junio de 2026

A Alexa, a assistente digital da Amazon, está mais esperta no Brasil " ao menos, é o que ...

A Alexa, a assistente digital da Amazon, está mais esperta no Brasil " ao menos, é o que promete a gigante fundada por Jeff Bezos. A companhia anunciou ontem a chegada ao país da Alexa+, versão da ferramenta turbinada por inteligência artificial (IA) generativa. O serviço será gratuito para membros do Amazon Prime, enquanto para não assinantes custará R$ 99,90 por mês.
Disponível desde fevereiro deste ano nos EUA, a Alexa+ foi lançada como uma ambiciosa reformulação da assistente virtual, recebendo o que analistas chamaram de um "transplante cerebral de IA".
O objetivo é aliar as tarefas cotidianas clássicas do serviço a novas habilidades conversacionais de IA generativa, tornando a interação mais fluida e inteligente. Ou seja, ela une as respostas básicas, como pedidos para tocar música ou acender lâmpadas, com a arquitetura dos grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês) " é possível manter diálogos sem repetir a palavra de ativação "Alexa".
" Existem mais de meio bilhão de dispositivos da Alexa usados hoje em dia, mas havíamos chegado ao limite do que podíamos oferecer com a tecnologia disponível na época e hoje. Graças à inteligência artificial generativa, podemos chegar mais perto da nossa visão original " afirmou Talita Bruzzi Taliberti, diretora da Alexa no Brasil, em apresentação para jornalistas.
‘Abrasileiramento’
Durante seu desenvolvimento, a Alexa+ sofreu com respostas imprecisas, latência e custo elevado de operação dos modelos, o que pressionou o comando da empresa em 2023 e 2024. Quando encontrou o rumo, a gigante conectou seus aparelhos à plataforma Bedrock, que a Amazon oferece a seus clientes corporativos. Assim, a nova Alexa tem a sua disposição mais de 70 modelos de IA, que são acionados conforme a complexidade da tarefa e o desempenho no idioma em que é executada.
Michele Butti, vice-presidente da Alexa internacional, explicou ao GLOBO o funcionamento do novo cérebro:
" A Alexa tem um orquestrador de IA na nuvem e não depende do dispositivo para escolher o modelo. No aparelho, tem outros processamentos locais, como reconhecimento da voz.
Como não depende do dispositivo, a Amazon afirma que 98% dos aparelhos Echo vendidos no Brasil serão compatíveis com a nova plataforma. Apenas alguns modelos de primeira geração não funcionarão " a empresa também não garantiu o funcionamento com aparelhos de terceiros, como TVs, que tenham Alexa embarcada. Para isso, a Amazon informou que conversa com os parceiros.
A chegada para todos os assinantes brasileiros ocorrerá de forma gradual ao longo dos próximos meses, mas será imediata para quem comprar dispositivos Echo a partir de hoje.
Segundo os executivos, o processo de adaptação da nova Alexa a uma personalidade mais "brasileira" demorou meses, exigindo ajuste fino do prompt system (a configuração central do sistema). Cada vez que a assistente chega a um país, passa pelo processo de localização. Na nova versão brasileira, até a voz da Alexa mudou, embora os usuários tenham a opção de preservar a voz antiga.
" Acho que Alexa está bem sintonizada com os brasileiros e com a cultura brasileira. Isso para nós é muito importante, porque os grandes modelos de linguagem são multilíngues, mas tendem a ser monoculturais, porque são treinados principalmente com dados em inglês dos Estados Unidos. Então, tendem a raciocinar e a se comportar como se fossem americanos. Mas esse não é o caso da Alexa+ " disse Butti.
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