Novo nordisk acusa ems de violar suas marcas
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Depois de ter perdido a batalha pela extensão da patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como o Ozempic, a gigante dinamarquesa Novo Nordisk adotou outra estratégia para barrar a recém-lançada caneta emagrecedora da EMS. A empresa acusa o produto da farmacêutica brasileira, o Ozivy, de violar suas marcas Ozempic e Wegovy.
A companhia acaba de processar a EMS e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na 31ª Vara Federal do Rio, pedindo a nulidade do registro da marca Ozivy, concedido em março. Segundo a Novo Nordisk, o nome causa confusão, associação indevida e "aproveitamento parasitário da reputação alheia".
"A EMS poderia ter escolhido qualquer sinal próprio, autônomo e suficientemente distinto para identificar seu produto. Não o fez. Optou por OZIVY, marca curta que começa com OZ, como OZEMPIC, e termina com VY, como WEGOVY. A escolha não se explica por exigência técnica, regulatória, farmacológica ou terapêutica", escreveram os advogados da Novo Nordisk. "O sinal OZIVY não remete à semaglutida, à indicação terapêutica ou a qualquer característica objetiva do medicamento. Sua lógica está na aproximação com as marcas da Novo."
Ainda não há decisão da Justiça sobre a ação, iniciada na noite de quarta-feira.
Procurada, a EMS disse que "recebeu a ação com tranquilidade e confia na manutenção do registro de marca concedido pelo INPI". Segundo a empresa, "Ozivy é uma marca original, construída por meio de um processo técnico e independente de desenvolvimento de branding farmacêutico".
O Ozivy começou a ser vendido no Brasil esta semana, com aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratar diabetes tipo 2. No Programa Vida + Leve, da EMS, um pacote com duas canetas multidose de 1mg, para três meses de tratamento, custa R$ 863,23 " o equivalente a R$ 287 por mês.