Energia solar chega a comunidades
Moradores dos morros da Babilônia e do Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ...
Moradores dos morros da Babilônia e do Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio de Janeiro, conseguem reduzir a conta de luz a menos da metade, em alguns casos, ao optarem pela energia solar disponibilizada pela ONG Revolusolar. A iniciativa, que começou na comunidade carioca e foi semifinalista no prêmio Earthshot em 2025, considerado o Oscar da sustentabilidade, já alcança hoje mais cinco estados brasileiros " Espírito Santo, São Paulo, Tocantins, Pará e Amazonas. Todos os projetos são desenvolvidos em territórios de baixa renda.
No Espírito Santo, a Revolusolar contemplou o primeiro conjunto habitacional Minha Casa, Minha Vida. Em Manaus, está na comunidade indígena Terra Preta, que usa a energia solar em escolas e abastecimento de postos de saúde.
O projeto começou em 2015, por iniciativa do belga Pol Dhuyvetter, dono de uma pousada no morro da Babilônia, e, atualmente, conta com 22 usinas. Juntas, elas produzem 23,6 mil quilowatts-hora (kWh). O financiamento sai, principalmente, de editais e do apoio da iniciativa privada. Os cooperados e associados também repassam à ONG uma parte da economia na conta de luz, para pagar a manutenção do sistema e gastos administrativos.
Para o futuro, o plano é chegar a todos os estados brasileiros e influenciar a política pública. Além disso, a ONG está preocupada em como aproveitar os painéis após o fim da vida útil. Uma solução apontada é transformá-los em mobiliário, como mesas e quadros decorativos.
" Vejo o quanto a Revolusolar mudou a minha vida e a vida de outros " disse Adriano Hazad, diretor de Pessoas e Comunidades da ONG, liderança comunitária na Babilônia, que sofria com a falta de energia na infância.