Sábado, 18 de Julio de 2026

Uma certeza na ‘novela’ da oncoclínicas

BrasilO Globo, Brasil 18 de julio de 2026

Independentemente do resultado da guerra entre minoritários da Oncoclínicas e o fundo ...

Independentemente do resultado da guerra entre minoritários da Oncoclínicas e o fundo Centaurus na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as partes dessa "novela" bilionária têm uma certeza: a última batalha vai se dar, necessariamente, em arbitragem. Como de praxe entre companhias abertas, o estatuto da empresa tem cláusula arbitral, estipulando a Câmara da B3 como foro legítimo para desentendimentos societários. Por isso, segundo pessoas diretamente envolvidas no conflito sobre a OPA (oferta pública de aquisição), o lado perdedor na esfera da CVM " seja ele qual for " levará a discussão para o tribunal arbitral.
Ou seja: a "novela" societária tem tudo para virar série, daquelas pródigas em temporadas.
Genéricos
A Teuto, farmacêutica especializada em medicamentos genéricos da família Melo, recebeu aprovação para tomar R$ 100 milhões junto ao BNDES. Os recursos serão usados para modernizar o maquinário e ampliar a capacidade da fábrica da companhia em Anápolis (GO).
Entre os focos está a otimização da linha de antidiabéticos e descongestionantes oftalmológicos, diz Marcelo Leite Henriques, presidente do laboratório. Com o financiamento, vai comprar, por exemplo, equipamentos para a linha de envase de colírios e para as linhas de embalagem e compressão. A Teuto, da qual a Pfizer foi sócia até 2017, tem 573 produtos no portfólio.
" O financiamento contribuirá para o aumento da eficiência operacional da unidade, em linha com as iniciativas de apoio ao fortalecimento da capacidade industrial do setor farmacêutico " diz o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Cade fareja
Três gigantes globais do mercado de fragrâncias, nicho crucial para indústrias que vão de beleza a alimentos, estão na mira de uma investigação do Cade. O órgão abriu procedimento administrativo para apurar supostas condutas anticompetitivas por parte das suíças Firmenich e Givaudan e da americana IFF. O Cade enxerga "fortes indícios" de que as empresas trocaram informações comercialmente sensíveis sobre preços e estratégia comercial. O estopim para a investigação foi um acordo de leniência " semelhante à "delação premiada".
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