Martes, 04 de Agosto de 2026

Petrobras anuncia descoberta de gás na colômbia

BrasilO Globo, Brasil 4 de agosto de 2026

A Petrobras anunciou ontem uma nova descoberta de acumulação de gás natural em águas profundas na ...

A Petrobras anunciou ontem uma nova descoberta de acumulação de gás natural em águas profundas na Colômbia. De acordo com a estatal, o poço está situado a cerca de 42 quilômetros da costa colombiana, em águas profundas, com lâmina d’água (profundidade) de 1.251 metros.
Segundo a companhia, a descoberta reforça o potencial de gás na região e pode contribuir para a segurança energética local. Os planos da estatal envolvem ainda exportar o gás excedente para o Brasil. O poço responsável pela descoberta é exploratório e se chama Sandia-1. Está localizado no bloco GUA-OFF-0 (PAD Sirius), que fica a 18 quilômetros dos poços já perfurados Sirius-1 e Sirius-2, e a 9 quilômetros do poço Copoazu-1, todos com projeções otimistas, segundo fontes.
As áreas são operadas pela Petrobras, que detém 44,44% do consórcio firmado com a estatal colombiana Ecopetrol, que possui os 55,56% restantes. A perfuração do Sandia-1 começou em 12 de junho e foi concluída em 29 de julho.
A primeira descoberta na região ocorreu em 2022, com o Sirius-1. Dois anos depois, a estatal confirmou a acumulação de gás no Sirius-2. Em março deste ano, foi anunciada a descoberta no Copoazu-1. A estimativa é que o volume de gás in place das descobertas some 6 trilhões de pés cúbicos (Tcf), o equivalente, em termos energéticos, a cerca de 1 bilhão de barris de óleo equivalente.
O gás in place corresponde ao volume estimado existente no reservatório, mas apenas uma parte desse volume pode, de fato, ser convertida em produção. Segundo analistas, o fator de recuperação dependerá de fatores como geologia, pressão, permeabilidade, mecanismo de produção, infraestrutura e limite econômico do projeto.
O anúncio da descoberta de gás na Colômbia ocorre enquanto já está na fase final de perfuração um poço na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, no litoral do Amapá, uma região que a Petrobras vê como muito promissora e estratégica para o futuro da companhia.
A Colômbia não é a única aposta da empresa brasileira. No fim de junho, a petrolífera e a também estatal mexicana Pemex assinaram um memorando de entendimentos para estabelecer cooperação estratégica e técnica.
O acordo com a Pemex abre o caminho para trabalhos conjuntos na exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas e em campos maduros, além do aumento da eficiência nas áreas de refino e petroquímica.
Além da atuação na América Latina, a estatal brasileira vem ampliando sua presença no continente africano.
Em julho deste ano, a Petrobras assumiu a operação de um bloco na costa de São Tomé e Príncipe. A estatal ficou com 75%, como operadora do chamado Bloco 3, enquanto a Oranto, petroleira privada de origem nigeriana, passou a ter 15% e a Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe, 10%.
Em fevereiro deste ano, a Petrobras havia anunciado a compra de 42,5% do Bloco 2613 no mar da Namíbia. A operação foi feita em parceria com a TotalEnergies, que também adquiriu 42,5% e será a operadora. O restante, 15%, permanece com a Namcor, estatal de petróleo da Namíbia.
US$ 7,1 bi em exploração
A estatal tem ainda participação em um bloco na África do Sul, em parceria com a TotalEnergies, QatarEnergy e Sezigyn Pty. Em 2025, a Petrobras havia apresentado ainda uma declaração de interesse por nove blocos exploratórios na Costa do Marfim.
Segundo o plano de negócios atual da companhia, a estatal pretende investir US$ 7,1 bilhões em atividades exploratórias até 2030. Dentro desse valor estão ativos exploratórios em outros países, como Colômbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul.
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