Marabraz tenta suspender na justiça dívidas de r$ 140 milhões
Cinco empresas que integram o grupo controlador da Lojas Marabraz, varejista de móveis no ...
Cinco empresas que integram o grupo controlador da Lojas Marabraz, varejista de móveis no estado de São Paulo, pediram recuperação judicial (RJ), com R$ 140,2 milhões em dívidas. A petição foi protocolada na sexta-feira, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, segundo o Valor Econômico. O documento sustenta não haver um problema operacional, e sim de financiamento.
O documento entregue à Justiça afirma que a crise da Marabraz decorre de uma disputa familiar envolvendo os controladores. A justificativa é que imóveis comerciais e centros de distribuição usados como garantias para fechar contratos com instituições financeiras estavam em nome de uma sociedade patrimonial da família controladora. Os administradores foram retirados do comando das empresas, o que teria levado bancos credores a exigirem novas garantias, limitando e encarecendo condições de crédito para capital de giro, impedindo a reposição de estoques.
Na petição consta que a Marabraz chegou a contar com 135 lojas em São Paulo. Desde o fim de 2025, há relatos de fechamentos sucessivos de unidades da varejista em cidades como São Vicente, Santos, Campinas e Guarulhos.
No site Reclame Aqui, a empresa é qualificada como "não recomendada". Nos últimos seis meses, soma 659 reclamações registradas, a maioria de consumidores aguardando há meses pela entrega ou o reembolso de uma compra. O site da Marabraz saiu do ar no fim de 2025, suspendendo as vendas digitais, e na página da varejista no Instagram a última postagem é de novembro do ano passado.
No documento entregue à Justiça consta haver mais de mil reclamações trabalhistas ajuizadas. Traz ainda o pedido de que aqueles que conseguiram decisões para despejar operações do grupo permitam que mercadorias e equipamentos sejam retirados das unidades alugadas.
Em nota, a empresa afirmou que a recuperação judicial "representa uma decisão responsável para promover a reestruturação da operação, organizar compromissos e criar condições para a continuidade dos negócios".