A ditadura e a toada ‘óh, meu mengão’
Sabe o canto que embala e emociona a arquibancada do Flamengo, que tem os versos "Óh, meu ...
Sabe o canto que embala e emociona a arquibancada do Flamengo, que tem os versos "Óh, meu Mengão / eu gosto de você / Quero cantar ao mundo inteiro / a alegria de ser rubro-negro"? Pois ele brotou na Raça Rubro-Negra, a maior torcida organizada do clube, criada em 1977, em plena ditadura militar. Em depoimento para o livro "O maior movimento de torcidas do Brasil: memórias da velha-guarda da Raça Rubro-Negra (anos 1970-1990)", organizado por Bernardo Buarque de Hollanda, com lançamento no dia 11 de setembro, na Gávea, o torcedor Cláudio Cruz, fundador e primeiro presidente da Raça, diz que fez de tudo para este hit não emplacar " e não conseguiu. É que, diz ele, a melodia e os versos são inspirados num jingle ufanista do regime militar. Só que, como diria o "filósofo" Neném Prancha (1906-1976), uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
(No blog da coluna, você encontra a versão original do hino
de propaganda do governo tirano.)