Lunes, 14 de Septiembre de 2026

Turquia prende 63 em ofensiva anti-lgbtqiapn+

BrasilO Globo, Brasil 14 de septiembre de 2026

A polícia turca prendeu ao menos 63 pessoas em uma ofensiva no fim de semana contra a ...

A polícia turca prendeu ao menos 63 pessoas em uma ofensiva no fim de semana contra a comunidade LGBTQIAPN+ do país. Autoridades alegam que as batidas em bares gays, casas de ativistas e outros locais tiveram como objetivo proteger "valores familiares" tradicionais.
"Como parte das operações ‘Minha Família Está Segura’, realizadas em colaboração com nossas forças policiais e de gendarmeria, foram iniciados procedimentos legais contra 162 suspeitos, 9 organizações e 13 empresas em um total de 15 províncias", incluindo Istambul e Ancara, publicou o ministro da Justiça, Akin Gurlek, na rede social X.
O ministro afirmou que as batidas ocorreram no contexto da "Década da Família", proclamada pelo presidente Recep Tayyip Erdogan para, segundo ele, "proteger nossas crianças, a instituição da família e a ordem social".
Em Istambul, a polícia realizou batidas em bares gays e uma boate. Uma sauna frequentada por homens, apontada como local de prostituição, também foi alvo.
A organização de direitos LGBTQ Kaos GL informou em nota que mais de dez de seus membros foram presos após a polícia revistar suas casas. A Kaos GL disse que diversos sites e contas em redes sociais foram bloqueados.
Segundo o grupo, autoridades judiciais da capital alegaram que a Kaos GL fez "publicações contendo obscenidades" em seu site e canais de redes sociais, e que o conteúdo estava acessível a crianças. No sábado, as autoridades haviam exigido o encerramento do canal da Kaos GL no X, bem como dos canais de cerca de 15 outras organizações LGBTQ.
Embora relações entre pessoas do mesmo sexo não sejam crime na Turquia, Erdogan frequentemente descreve pessoas LGBTQ como "pervertidas" e responsáveis pela queda na taxa de natalidade.
"A existência não pode ser proibida ou restringida. Direitos LGBTI+ são direitos humanos!", disse, no X, Ozgul Saki, deputada pelo partido de esquerda pró-curdo DEM.
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