Martes, 13 de Octubre de 2026

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BrasilO Globo, Brasil 13 de octubre de 2026

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As cartas, contendo telefone e endereço do autor, devem ser dirigidas à seção Leitores. O GLOBO, Rua Marquês de Pombal 25, CEP 20.230-240. Pelo fax, 2534-5535 ou pelo e-mail cartas@oglobo.com.br
Silêncio dos bons
Inquestionável a afirmação da Martha Medeiros: "A tortura é a falência da condição humana" (Revista ELA, 11 de outubro). E ela afirma isso lembrando a fala de inexpressivo parlamentar que,
ao votar a favor do impeachment da então presidente Dilma, aproveitou para elogiar
um torturador. E o pior: acompanhado por um silêncio cúmplice do Parlamento. Martha é otimista quanto à Humanidade, eu sou apenas um cético esperançoso para poder sobreviver, pois acho que a Humanidade não deu certo, sendo as exceções apenas a confirmação da regra. Talvez a maior prova disso seja o silêncio dos bons, banalizando postura repugnante de um ser abjeto.
Pedro Henrique M. Fonseca
Rio
Puxão de orelhas
O artigo do Demétrio Magnoli ("A culpa é do povo", 12 de outubro) é quase um puxão
de orelhas nos progressistas intelectualizados. Como estão convictos de que se encontram do lado certo, dão de ombros para quem resolve ocupar o lado contrário. É fato que estão, efetivamente, certos, mas não basta saber e tripudiar. Há que se argumentar e esclarecer, com todo o respeito. Caso contrário, prevalece a famosa frase de Joãosinho Trinta que
o povo adora: "quem gosta
de miséria é intelectual".
Assis de Mello e Silva
Rio
Bom senso no dia 25
Os eleitores estarão diante de decisão histórica no dia 25. Escolher entre a meia esquerda de Lula e a extrema direita de Flávio Bolsonaro. Somos um povo conciliador e nunca fomos extremistas, nem de esquerda nem de direita. Esperamos que
o bom senso prevaleça. Votem com responsabilidade e bom senso para o bem de todos.
Paulo Sergio Arisi
Porto Alegre, RS
Desequilíbrio
Às vésperas do segundo turno presidencial, impressiona-me
a assimetria com que parte da grande imprensa trata os dois candidatos. Lula é criticado frequentemente pelos gastos públicos e pelo déficit fiscal, questões legítimas, mas pouco
se destacam sua defesa da soberania nacional, as políticas sociais, a educação, a atuação diplomática e a importância geopolítica conquistada pelo Brasil. Em contrapartida, parece receber menor atenção o que representaria eventual presidência de Flávio Bolsonaro, cuja trajetória política está profundamente vinculada à figura paterna. Jair Bolsonaro deixou um governo marcado por graves controvérsias na saúde, na segurança, no meio ambiente,
na educação e na cultura, culminando em sua condenação pelo STF por participação na trama golpista. O próprio Flávio já manifestou a intenção de subir a rampa do Planalto acompanhado do pai. Que autonomia teria
seu governo? Não se trata de poupar Lula de críticas nem de responsabilizar o filho pelos atos do pai. Trata-se de exigir da imprensa igual rigor na avaliação dos dois projetos políticos e
de seus possíveis efeitos sobre
as instituições democráticas.
Antonio Urano
Rio
Riscos à Terra
Tomara que o editorial do
jornal O Globo de ontem
("Novo Congresso traz risco de desmonte de leis ambientais") seja lido pelos parlamentares que vão compor a nova legislatura (2027-2031),
assim como o editorial de 8 de outubro, que recomendava que todos que assumem mandatos fiquem desde já cientes da gravidade do El Niño.
Mudanças climáticas não querem saber se os eleitos
são de esquerda, direita
ou do Centrão. Por isso, não
se deve transformar tudo
em conflito ideológico.
Como bem destacado no editorial, "os riscos ao planeta Terra devem ensejar mais preocupação com a questão ecológica, e não menos. Se se creem mesmo conservadores, os parlamentares deveriam zelar por conservá-lo".
Rubem Perlingeiro
Rio
Profissão de fé
Irretocável a crônica de Joaquim Ferreira dos Santos
de 12 de outubro (Uma crônica-oração para N. S. Aparecida"), em que transforma a oração em uma crônica de expressiva força literária e consciência cidadã. Tocou-me especialmente a maneira como reúne personagens, crenças e tradições diversas para celebrar um Brasil plural e acolhedor. Sua ironia dá vigor à denúncia da intolerância, preservando a ternura que sustenta o pedido de proteção. Vejo na empatia e na civilidade que atravessam o texto uma profissão de fé que também compartilho: a esperança de que possamos conviver com mais respeito, sensibilidade e humanidade.
José Flávio Silva
São Luís, MA
A crônica de Joaquim em forma de oração foi a luz desse feriado da Padroeira. O manto azul cor de papel de maçã há de nos proteger, Joaquim. Não será a primeira nem a última vez que dele precisaremos. E também precisaremos de luz para clarear o conceito de democracia. Porque não basta a escolha ser livre. Para escolher, é preciso pensar no todo. As escolhas idiossincráticas, simplesmente pelo "isso porque não quero aquilo", são decisões que afetam a todos. Padroeira, ilumine nossos dedo. Dê-nos um dedo iluminado como o do ET. Não para ressuscitar flores, e sim para mostrar nas urnas o destino brasileiro que queremos
para o Brasil. Amém!
Maria Inês Escosteguy Carneiro
Rio
Ora o gato, ora o rato
Essa briga para dar decisão e derrubar decisão, que ocorre entre os ministros do Superior Tribunal Federal e do Superior Tribunal Eleitoral, faz-me lembrar o tradicional desenho animado Tom e Jerry, onde o gato e o rato se alternam em momentos em que um leva vantagem sobre o outro.
Vital Romaneli Penha
Jacareí, SP
Virar páginas
Muito se fala sobre o fim do jornal impresso. Entretanto,
12 de outubro, ao abrir a porta de casa, deparei-me com um exemplar do GLOBO sobre
o meu capacho. Ao avistá-lo,
fui surpreendido por uma reprodução histórica que remetia à matéria de inauguração do Cristo Redentor, justamente nesta data, há 95 anos, em 1931. Arrepiei-me da cabeça aos pés! Uma emoção genuína, singular, dessas que somente o papel é capaz de proporcionar. O prazer de tocar, folhear, descobrir página após página, guardar como recordação ou simplesmente passar adiante. Há algo de profundamente afetivo nessa experiência que nenhuma tela consegue substituir. Por isso, vida longa " e, se possível, eterna " aos jornais e livros impressos!
Que jamais sucumbam à era digital, porque há sentimentos, memórias e pequenos rituais que merecem continuar existindo fora das telas.
Que nunca nos falte o encanto de virar uma página.
Leonel Leandro
Rio
Onde Cristo pisa
Parabéns ao GLOBO pela homenagen aos 95 anos do nosso Cristo Redentor, orgulho e cartão-postal do Rio, patrimônio da Humanidade. Todavia, convém alertar que, além da cuidadosa manutenção do monumento que vem sendo feita, é conveniente uma avaliação técnica na estabilidade das encostas do Morro do Corcovado, sobre as quais ele está imediatamente assentado. Como profissional da área, a impressão é que há fragmentação de rochas que podem sugerir risco de instabilidade a médio prazo. Trata-se de prevenir um eventual desastre natural de consequências irreparáveis.
Fernando F. Cruz
Rio
Adeus, Rio
Caso Ceperj, fraude e sonegação na Refit, enterro de ativos da Rioprevidência no buraco negro do Master e, agora, a Operação Escola de Papel... o Estado do Rio agradece os desvios do PL contratando mais quatro anos já no primeiro turno.
Estou procurando outro estado pra morar, pois eu não quero ser governado pelo CV.
Renato Modesto
Teresópolis, RJ
Mil desculpas
Todo um excelente trabalho feito pelo nosso governador em exercício Ricardo Couto irá por água abaixo, uma pena para cariocas e fluminenses! Mil desculpas, governador.
Luciene Fontoura
Nova Friburgo, RJ
Soprador de apito
Mário Vianna foi um lendário ex-árbitro de futebol, comentarista e radialista brasileiro. Sobre o Fla x Flu do último domingo, Mário Vianna teria chamado o juiz da partida de "soprador de apito", por não marcar um pênalti e, em seguida gritaria a plenos pulmões: "Errrrrrrrroooou".
Orlando A. G. Junior
Rio
Não dá, ó pá!
Vascaíno fiel e "velhinho", fiquei decepcionado com a opção do nosso técnico, na minha opinião muito competente, de poupar jogadores no jogo contra o Remo após a melhor atuação, contra o Botafogo. Pela lógica, o jogo ante o Remo, em casa, era a grande chance de fazermos três pontos indispensáveis. O mais importante pro nosso Vascão é não cair pra Segundona. Copa Sul-Americana, Copa do Brasil não devem ser prioridade.
Só para refletir: imaginemos o Vasco campeão da Sul-Ameri- cana e da Copa do Brasil, mas disputando Série B em 2027. Não dá! Acorda Pedrinho & Emanuel. Sempre o mais importante tem que ser o Brasileirão " pelo menos neste momento…
Augusto Pascini Neto
Juiz de Fora, MG
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