Nio volta a crescer em fibra e aposta em celular
Surgida do ocaso da Oi, a Nio passou mais de um ano após seu lançamento perdendo clientes com a ...
Surgida do ocaso da Oi, a Nio passou mais de um ano após seu lançamento perdendo clientes com a mudança de marca. Agora, a "sangria" da antiga Oi Fibra parece ter cessado, e a companhia aposta na recém-lançada operação de telefonia móvel para conquistar novos assinantes e fidelizar sua base, conta o CEO Marcio Fabbris.
A Nio ganhou cerca de 54 mil clientes de banda larga fixa no terceiro trimestre, chegando a 3,36 milhões, depois de passar meses a fio perdendo participação. Ela, que chegou a deter 7,5% do mercado, tem agora fatia de 5,8%. Apesar do encolhimento, a companhia ainda é a terceira maior do mercado, atrás de Claro (18,8%) e Vivo (14,8%) e à frente da Brisanet (2,7%).
A reversão de tendência coincide com o lançamento da operação de telefonia móvel. Após testes em Belém e Curitiba, o produto chegou oficialmente ao mercado em 1º de outubro.
" Estamos no comecinho, mas, de lá para cá, definimos nosso posicionamento. O que a gente fez foi apresentar o móvel como um benefício adicional da fibra. Com exceção do plano mais barato de banda larga, adicionamos o celular ao pacote de todos os outros " explica. " Não vamos vender celular "solto". Tanto que os planos móveis são todos pós-pagos.
Sem rede própria
O CEO admite que há um obstáculo relevante na expansão da clientela: a marca ainda batalha para ser conhecida pelos consumidores.
" Mas há uma grande oportunidade na oferta de um "upgrade" para quem só é cliente fibra. Isso aumentaria nosso tíquete médio e nosso índice de fidelização " pondera o CEO da Nio, resultado de uma transação de R$ 5,7 bilhões na qual a V.tal, rede "neutra" de fibra óptica controlada por fundos do BTG Pactual, comprou o serviço de fibra da Oi.
Assim como na banda larga, em que usa a rede "neutra" da V.tal, a Nio também não tem rede própria de telefonia móvel. Ela fez um contrato de MVNO (sigla para rede móvel virtual) de cinco anos com a Surf Telecom, que, por sua vez, aluga a estrutura de rede da operadora TIM.
" É um modelo inédito nas telecomunicações brasileiras. Somos 100% no relacionamento com o cliente, não em operação de rede " observa Fabbris.