China ameaça países que fizerem acordos com eua
A China fez ontem uma ameaça a países que pretendam fazer acordos em separado com os EUA e ...
A China fez ontem uma ameaça a países que pretendam fazer acordos em separado com os EUA e que prejudiquem os interesses chineses. "Pequim se opõe firmemente a qualquer acordo firmado às custas da China. Se tal situação surgir, a China jamais aceitará e tomará contramedidas de forma resoluta e recíproca", afirmou o Ministério do Comércio em um comunicado.
O alerta chinês surge no momento em que vários países se preparam para negociações com os EUA em busca de reduções ou isenções das tarifas recíprocas que o presidente Donald Trump impôs e depois suspendeu, envolvendo cerca de 60 parceiros comerciais.
Em troca, Washington pressiona esses países a restringirem o comércio com a China, para garantir que os chineses não encontrem maneiras de contornar as tarifas americanas a Pequim.
Os principais assessores econômicos de Trump têm discutido a possibilidade de pedir a outras nações que imponham as chamadas tarifas secundárias " basicamente, uma sanção monetária " sobre as importações de determinados países com laços estreitos com a China. Washington também quer que os parceiros comerciais americanos se abstenham de absorver o excesso de mercadorias chinesas.
VICE DE TRUMP NA ÍNDIA
Ontem, o vice-presidente americano, JD Vance, iniciou quatro dias de visita à Índia e se reuniu com o primeiro-ministro Narendra Modi. Eles trataram de negociações para um acordo comercial "antecipado" entre os dois países, enquanto Nova Délhi se apressa para evitar as tarifas dos EUA e aumentar os laços com o governo Trump.
Poucas horas antes do encontro, a Índia anunciou uma tarifa temporária de 12% sobre algumas importações de aço. O objetivo é conter o aumento repentino de produtos siderúrgicos de baixo preço, procedentes principalmente da China.
Em um esforço para conter algumas das ações recentes dos EUA, o presidente chinês Xi Jinping visitou o Vietnã, a Malásia e o Camboja na semana passada para reunir o que chamou de uma "família asiática" de países para enfrentar o tarifaço de Trump.
O Vietnã, no entanto, se prepara para reprimir a entrada de produtos chineses que atravessarem suas fronteiras com destino aos EUA. O Japão, por sua vez, iniciou negociações com o governo americano e se prepara para ampliar as conversações. Taiwan descreveu como "intensas" as conversas com representantes de Washington, e a principal autoridade comercial da Coreia do Sul visitará a capital americana esta semana.