Miércoles, 01 de Abril de 2026

Piloto de 21 anos conquista fãs no retorno de um brasileiro ao grid de interlagos

BrasilO Globo, Brasil 9 de noviembre de 2025

Efeito Bortoleto

Efeito Bortoleto
Depois de oito anos sem um piloto brasileiro na Fórmula 1, hoje, o Brasil terá para quem torcer quando as luzes vermelhas se apagarem às 14h em Interlagos, na largada do GP São Paulo. Aos 21 anos, Gabriel Bortoleto reacende a esperança do país na categoria que forjou ídolos como os campeões Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna e grandes vencedores como Rubens Barrichello e Felipe Massa "o último compatriota em ação.
Piloto da Sauber, o "patinho feio" da Fórmula 1, o jovem vem fazendo bonito para um estreante em uma equipe em transição " ano que vem será assumida pela Audi, em um projeto a longo prazo da montadora alemã que conta com Bortoleto no grid, pelo menos, nas duas próximas temporadas. Com 19 pontos conquistados, ele ocupa a 19ª posição no Mundial e disputa o troféu de novato de 2025, com nomes como Kimi Antonelli (Mercedes), Isack Hadjar (Racing Bull) e Oliver Bearman (Haas).
Bortoletomania
Desde a estreia, Bortoleto já somou cinco top 10 e contribuiu para a Sauber chegar aos 60 pontos no campeonato, ao lado do experiente Nico Hülkenberg. O nono lugar na Áustria, em junho, e a sexta colocação na Hungria, em agosto, lhe valeram dois recordes: o brasileiro mais jovem a pontuar na F1, com 20 anos e 8 meses, e a terminar uma corrida em sexto, respectivamente.
A queda de rendimento nas últimas corridas " nos últimos cinco GPs, pontuou em apenas dois " não afetou o julgamento de quem interessa. O chefe de equipe da Sauber, Jonathan Wheatley, exaltou a maturidade do brasileiro.
" Quando pode estar no simulador, está no simulador. Constrói o ritmo de forma consistente, sem exagerar. A abordagem dele é incrivelmente madura. Considerando a idade e o contexto, a forma como gere a frustração é notável. É extremamente profissional e metódico " elogiou o britânico recentemente a sites especializados.
Em seu primeiro ano em Interlagos na Fórmula 1, Bortoleto está tendo a dimensão do que é ser um piloto brasileiro na categoria de elite do automobilismo. O público, sedento por um ídolo, o abraçou desde o primeiro dia no circuito. Na sexta-feira, por exemplo, ele pôde ver uma grande homenagem dos torcedores na Fan Zone: o Borboleto, mascote criado pelo empresário paraibano Asafe Kerven, de 31 anos, inspirado no apelido que os fãs deram ao jovem nas redes sociais.
"Criamos o boneco para que o público se divirta, pois vemos que os fãs de hoje são mais leves do que no passado. Somos mais conectados e digitais " contou Asafe, que quis dar ao símbolo um ar divertido sem "ridicularizar o piloto com a imagem de uma fada com asas e varinha".
O mascote virou atração entre o público. A médica Mariana Morena, de 26 anos, por exemplo, comprou uma fantasia de borboleta por R$100.
"Virou meme, e a gente aderiu. Comprei uma para o meu pai também. Ele veio de Salvador comigo, mas quando eu viro as costas ele esconde as asas " brincou.
Em uma Fórmula 1 mais jovem e conectada, as redes sociais são um bom parâmetro da dimensão de Bortoleto. Segundo levantamento do Bolavip.com, ele é o 14º atleta brasileiro com mais seguidores no Instagram, excluindo jogadores de futebol " à frente, inclusive, do tenista João Fonseca, fenômeno de 19 anos. Aos 21, o piloto tem 1,9 milhão de seguidores, mais que nomes como Bruninho (vôlei) e Filipe Toledo (surfe).
O retorno de um brasileiro ao grid reacendeu a paixão da torcida. Dados da consultoria Bites mostram que o site oficial da Fórmula 1 registrou, em 2025, uma média mensal de 1,057 milhão de visitantes do país " em 2024, a média era de 629 mil.
A imagem de Bortoleto também se valorizou perante as marcas. O jovem piloto chega a Interlagos com sete patrocinadores, de ramos dos mais variados " desde banco a empresa de cosméticos.
" A imagem de Gabriel Bortoleto representa exatamente o que o mercado busca atualmente: um talento jovem com narrativa autêntica, presença digital sólida e capacidade de apelo nacional. O fato de ele chegar à Fórmula 1 em um momento de carência de ídolos brasileiros o transforma em um ativo de marca valioso "diz Danielle Vilhena, diretora de Projetos e Operações de Marcas da Agência End to End.
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