Fgc tem 2,5 pedidos por segundo de devoluções do banco master
Dos 800 mil clientes do Banco Master, do Banco Master de Investimento e do Banco Letsbank que têm ...
Dos 800 mil clientes do Banco Master, do Banco Master de Investimento e do Banco Letsbank que têm valores cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a receber, cerca de 369 mil pedidos de devolução de recursos foram registrados até ontem. Desse total, aproximadamente 150 mil investidores e clientes do conglomerado financeiro liquidado finalizaram o processo de solicitação da garantia e já estão aptos ao pagamento.
O total de devoluções estimado deverá somar R$ 41 bilhões (um terço do caixa do FGC, que soma R$ 120 bilhões). O Fundo oferece garantia de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando cada instituição financeira ou conglomerado.
SISTEMA NORMALIZADO
No sábado, a administração do FGC anunciou a abertura dos pedidos de devolução através do aplicativo da entidade, no caso de pessoas físicas, ou de seu site, para pessoas jurídicas, com a entidade prometendo o depósito dois dias úteis após o cadastramento do pedido.
No primeiro dia, uma corrida ao aplicativo deixou o sistema instável, segundo o FGC, frustrando os investidores do Master que tentavam pedir imediatamente a devolução do dinheiro. Liberadas às 9h30 do sábado para pessoas físicas, as solicitações esbarraram em falhas, relatadas por clientes ao GLOBO, sobretudo na etapa de envio e validação de documentos, impedindo a conclusão do cadastro por parte de muitos usuários.
Ontem, segundo o FGC, o sistema operou normalmente com o processamento de cerca de 9 mil pedidos por hora, o que corresponde a aproximadamente 2,5 solicitações por segundo.
O FGC esclarece, no entanto, que, pontualmente, volumes anormais de acessos simultâneos ainda causavam alguma lentidão.
Os investidores com recursos no Master ficaram dois meses sem acesso aos valores aplicados, considerando o período desde a liquidação do banco até a liberação para pagamento pelo FGC anunciada no sábado. Durante esse período, os recursos não foram corrigidos pela inflação nem renderam juros.
O Master foi liquidado no dia 18 de novembro passado pelo Banco Central (BC) após enfrentar crise aguda de liquidez. O dono do banco, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso e é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo a instituição.