Olha o carnaval do neguinho aí, gente!
Na última vez que as escolas de samba saíram e Neguinho da Beija-Flor não estava cantando ...
Na última vez que as escolas de samba saíram e Neguinho da Beija-Flor não estava cantando na multicampeã nilopolitana, o presidente do Brasil era o general-ditador Ernesto Geisel (democracia é melhor, sempre!). Foi em 1975, e vai se repetir agora em 2026, o primeiro carnaval sem o grande cantor no microfone principal da sua escola. Numa decisão que sacudiu o mundo do samba, ano passado, Neguinho decidiu parar com a função na Avenida, para cuidar da carreira nos palcos.
Mas ele estará, sim, na Sapucaí, desfilando à frente da Beija-Flor, na segunda-feira de carnaval. Na terça, voltará à Sapucaí, aí como espectador da última noite da maratona do paticumbum. No restante da folia, pé na estrada: sexta-feira, estará em São João del-Rei (MG); no sábado, em Florianópolis; e, na segunda (no fim da tarde), em Piraí (RJ).
"Será um carnaval diferente, sem a tensão dos ensaios, do entrosamento e da afinação do carro de som, do entendimento com a bateria. Mas estarei com a minha Beija-Flor. Isso será para sempre", avisa o grande cantor do carnaval.
Em 2026, vai ter mais. No meio do ano, estreia o musical sobre a vida dele, com direção de Luiz Antônio Pilar e roteiro do nosso Aydano André Motta, da turma da coluna. Aliás, o querido coleguinha publicará, mais adiante, a biografia do artista.
Quanto mais Neguinho, melhor!