Viernes, 13 de Marzo de 2026

Amazonprev investiu no master mesmo com riscos

BrasilO Globo, Brasil 13 de marzo de 2026

A Amazonprev, responsável por gerir a previdência de servidores aposentados e pensionistas ...

A Amazonprev, responsável por gerir a previdência de servidores aposentados e pensionistas do Amazonas, manteve investimentos de R$ 50 milhões em títulos do Banco Master, mesmo tendo recebido alertas apontando riscos. Seis meses após o relatório, a instituição comandada por Daniel Vorcaro foi liquidada pelo Banco Central, em novembro do ano passado, em meio às suspeitas de fraudes.
Ao assumir a presidência da Amazonprev, em maio de 2025, Evilásio Nascimento marcou reunião no Master para entender os detalhes das aplicações do fundo de previdência. Ele foi um dos cinco integrantes da Amazonprev a participar de "diligência de verificação de lastro" em cinco instituições credenciadas na entidade, dentre elas o Master. Na época, já eram conhecidos no mercado os graves problemas de liquidez do banco de Vorcaro, que tentava fechar um negócio com o BRB.
No relatório da diligência, obtido pelo GLOBO, Nascimento e representantes do comitê de investimentos expressaram preocupação com as garantias sobre as aplicações no banco, dada a informação, na época, de que o passivo de curto prazo do Master era elevado, e também com a capacidade de resposta aos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do estado e o Ministério da Previdência Social.
Acompanhamento
O documento destaca que a negociação com o BRB deixou a "impressão que o banco passava por dificuldades".
O relatório foi apresentado na reunião do comitê de investimentos, em junho. A ata relata que "chamou a atenção" a dificuldade da instituição em captar recursos em 2025.
"O Comitê reforça a necessidade de acompanhamento constante desses ativos, principalmente banco Master e C6 Bank, uma vez que, para essas operações não há registro em Ata ou processo com a demonstração de que foram cumpridas todas as diligências que mitigam o risco de crédito desses ativos", diz a ata.
Apesar desses alertas, as aplicações no Master não foram revistas. No relatório de novembro de 2025, mês em que o banco foi liquidado, há uma nota sobre o processo e que foi pedido ao liquidante a habilitação para receber créditos sem garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Procurado pelo GLOBO, inicialmente Nascimento negou ter participado da diligência no Master. Confrontado com sua assinatura no documento e uma foto que o mostra em frente à fachada do banco de Vorcaro, em São Paulo, admitiu ter participado de reuniões, mas negou ter discutido investimentos que, segundo ele, desconhecia:
"Tomei conhecimento após o sindicato entrar com ação no Tribunal de Justiça do Amazonas sobre o assunto (em novembro de 2025). Passei a me informar, reativei a sindicância, afastei os envolvidos do setor e estamos agora trabalhando no relatório.
Na semana passada, a Amazonprev foi alvo de operação da Polícia Federal para apurar a suspeita de aplicação irregular de R$ 390 milhões no Master e outras instituições.
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