Sábado, 04 de Abril de 2026

Master: relatório do brb responsabiliza 30 dirigentes

BrasilO Globo, Brasil 2 de abril de 2026

O Banco de Brasília (BRB) decidiu afastar dos cargos todos os dirigentes que se envolveram de ...

O Banco de Brasília (BRB) decidiu afastar dos cargos todos os dirigentes que se envolveram de alguma forma na tentativa de compra do Master em 2025, com base nas constatações do relatório de auditoria encomendado pelo banco à Kroll e ao Machado Meyer Advogados. Segundo o documento, 30 dirigentes devem ser responsabilizados pela compra das carteiras fraudulentas do banco de Daniel Vorcaro, que drenaram R$ 12,2 bilhões da instituição estatal de Brasília.
Dos afastados, pelo menos dez teriam tido responsabilidade criminal e podem vir a ser processados pelo BRB " como seu antigo presidente, Paulo Henrique Costa, e o diretor de Finanças e Controladoria, Dario Oswaldo Garcia Júnior. Os outros, dos quais a maioria fez parte do grupo de trabalho para avaliar a compra do Banco Master, teriam responsabilidade administrativa.
Corte no salário
Essas pessoas ajudaram Costa a aprovar as transações com o Master burlando o Conselho de Administração. Como são funcionários de carreira que estavam em cargos comissionados de direção, os funcionários voltarão a seus setores de origem e perderão a maior parte da remuneração.
Na estimativa de fontes do banco envolvidas no esforço de identificar e comunicar essas pessoas, o salário dos dirigentes, que hoje é de pelo menos R$ 30 mil, cairá para algo próximo dos R$ 4 mil.
Algumas dessas pessoas já foram desligadas ao longo dos últimos meses, em especial os antigos diretores e alguns superintendentes. Isso significa que nem todos os dirigentes atuais deixarão seus postos.
Entre as evidências encontradas pela auditoria estão e-mails que indicam a insistência na compra das carteiras. Em algumas dessas mensagens, os superintendentes envolvidos chegaram a recomendar a diminuição do aporte financeiro para um valor abaixo do limite a partir do qual as transações teriam de passar pelo Conselho de Administração, R$ 750 milhões.
Uma dessas negociações tinha a ver com a compra de ações do BRB por aliados de Vorcaro, o que levou os fundos ligados ao dono do Master e à gestora Reag a se tornarem o segundo maior acionista do banco, atrás apenas do governo do Distrito Federal, com 23,5% das ações.
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