Brb avalia pedir ao bc acesso a linha de liquidez
O Banco de Brasília (BRB) avalia acessar uma linha de liquidez oferecida pelo Banco ...
O Banco de Brasília (BRB) avalia acessar uma linha de liquidez oferecida pelo Banco Central (BC) para reforçar seu caixa no curto prazo, em meio às incertezas geradas pelas operações com o Master. A linha de liquidez ajuda a oferecer soluções de caixa. É diferente da busca que a direção do banco está fazendo para cobrir seu rombo de capital. Procurado, o BRB não se manifestou.
A operação do BC seria feita por meio de um instrumento chamado Linhas Financeiras de Liquidez (LFL). A instituição controlada pelo governo do Distrito Federal poderia ter acesso a cerca de R$ 300 milhões. As informações foram antecipadas pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmadas pelo GLOBO.
O BC tem o papel de ser o emprestador de última instância para as instituições financeiras e, assim, fornece liquidez quando necessário. De 2000 até 2021, o BC oferecia esse suporte apenas por meio de operações compromissadas contra títulos emitidos pelo Tesouro Nacional.
A partir de 2021, o BC passou a oferecer também linhas de crédito específicas para a liquidez de instituições, com base em um sistema de empréstimos contra "cestas" de garantias.
Os ativos usados como garantia incluem títulos corporativos como debêntures e notas comerciais, além de carteiras de crédito. Esse é um ativo que o banco tem e poderia ser usado.
Para gerir seu caixa e sua liquidez, o BRB também havia conseguido vender carteiras de crédito próprias, mas esse movimento pode piorar o capital. Recorrer às LFL pode ser vantajoso para o banco, por causa da taxa de juros.
Esta semana, o BRB descumpriu o prazo para apresentação dos resultados de 2025, que se encerrou na terça-feira. Ainda não há data para a publicação do balanço. Em comunicado ao mercado, o banco informou que a postergação se deve à necessidade de conclusão de auditoria forense contratada para investigar as operações com o Master.