Novo entrave à venda da marca de pães nutrella
Uma das exigências do Cade para liberar a compra da Wickbold pela gigante mexicana Bimbo ...
Uma das exigências do Cade para liberar a compra da Wickbold pela gigante mexicana Bimbo (Plusvita e Pullman), a venda da marca de pães saudáveis Nutrella sofreu novo revés. A Superintendência-Geral do órgão antitruste concluiu que duas potenciais compradoras apresentadas pela Bimbo não cumprem os requisitos mínimos para assumir o negócio.
Há um mês, o Tribunal do Cade já havia rejeitado outro nome por insuficiência econômica, pois a potencial compradora estava em processo de recuperação judicial.
As novas candidatas esbarram, porém, nos critérios de musculatura estabelecidos pelo órgão. Nenhuma das duas comprovou atuação nacional relevante ou presença nas regiões exigidas. Uma das cláusulas determina que a empresa atue no mercado de pão de forma nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, por exemplo.
Segundo a análise do Cade, uma das concorrentes atua quase exclusivamente no Sudeste no segmento de pão de forma. A outra potencial compradora nem mesmo aparece nos dados de mercado usados como referência pelo Cade para apurar as vendas nessas regiões.
A coluna apurou que uma das postulantes cujos planos foram frustrados foi a panificadora paulista Kim Alimentos.
Ofensiva no ar
A Leveros " que fatura R$ 1,6 bilhão com a venda de ar-condicionado de várias marcas e da qual o Bradesco foi sócio até o ano passado " vai iniciar uma ofensiva no mercado do Rio. Numa só tacada, vai abrir três lojas no estado este mês: uma na capital (Barra da Tijuca) e duas na Baixada Fluminense (Duque de Caxias e Nova Iguaçu). Até o fim do ano, estão previstas as inaugurações de mais uma loja e de um "hub de relacionamento". A companhia não tinha base física no Rio até então. O investimento será de R$ 3 milhões. Segundo o CEO Tiziano Pravato Filho, as lojas chegam depois de as vendas no Rio saltarem 25% no ano passado, enquanto o número de instaladores e profissionais da rede da Leveros cresceu 35% no estado em 2025.
" Essa estrutura será replicada em capitais estratégicas até 2030 " diz o CEO de Leveros, que tem como sócia a gestora de impacto climático GEF.