Miércoles, 22 de Abril de 2026

Na europa, lula critica barreiras ao biocombustível brasileiro

BrasilO Globo, Brasil 20 de abril de 2026

Às vésperas da entrada parcial em vigor do acordo entre União Europeia (UE) e Mercosul, o ...

Às vésperas da entrada parcial em vigor do acordo entre União Europeia (UE) e Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou ontem em Hanôver, na Alemanha, a parceria entre os blocos, mas criticou o que chamou de "afirmativas falsas" sobre a sustentabilidade da agricultura brasileira e barreiras impostas ao biocombustível nacional.
Lula discursou na cerimônia de abertura da Hannover Messe 2026, a maior feira industrial do mundo, na cidade alemã onde desembarcou na manhã de ontem e foi recebido pelo chanceler Friedrich Merz. Eles tiveram primeiro uma reunião privada e, depois, com suas comitivas.
Mais tarde, os dois seguiram para a abertura da feira, que neste ano tem o Brasil como país-destaque e acontece até a próxima sexta-feira, dia 24. Em seu discurso, a uma plateia formada por autoridades governamentais e industriais alemães e uma comitiva brasileira de ministros, empresários e lideranças sindicais, Lula enfatizou o potencial do acordo Mercosul-UE, que entra em vigor no dia 1º de maio de forma parcial, e pediu que os europeus valorizem a importância da matriz energética limpa do Brasil:
" Em menos de duas semanas entra em vigor o acordo que cria mercado de quase 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto de US$ 22 trilhões. Mais comércio, mais investimentos significam novos empregos e oportunidades. Com maior integração produtiva, reforçamos a estabilidade das cadeias de suprimentos. Existem inúmeras complementaridades ainda não exploradas. O Brasil pode ajudar a UE a diminuir o custo de energia e descarbonizar.
O presidente também mandou um recado a países europeus que ainda tentam travar a implementação completa do acordo, como a França, que acusa o Brasil de ter regras ambientais frágeis, que representariam concorrência desleal aos produtos agrícolas franceses. Lula citou a questão dos biocombustíveis em um cenário de disparada do petróleo.
" É essencial que o bloco leve em conta a matriz energética usada em nossos processos. Ainda combatemos afirmativas falsas a respeito da sustentabilidade de nossa agricultura. Criar barreiras de acesso a biocombustíveis é contraproducente do ponto de vista ambiental e energético. Na década de 1970, vivemos choques do petróleo que evidenciaram os perigos da dependência do petróleo " afirmou.
Em seu discurso, Lula fez novas críticas à instabilidade global causadas pelo governo de Donald Trump.
" O convite do Brasil para a feira de Hanôver consolida a posição do Brasil como parceiro confiável em mundo de instabilidade e incerteza " disse o presidente, que também fez críticas à "paralisia da Organização Mundial do Comércio" e apontou a "necessidade de refundar a organização".
Fundada em 1947, a Hannover Messe reúne anualmente na cidade alemã mais de 200 mil visitantes e cerca de 5 mil expositores de mais de 70 países, gerando bilhões em negócios e parcerias.
BRASIL NA FEIRA
O Brasil, neste ano, é o país-parceiro do evento, e Lula inaugurará hoje o pavilhão brasileiro, um espaço de 2.700 m² de exposição, organizados em seis áreas temáticas: transição energética, hidrogênio, digitalização, indústria avançada, economia circular e inteligência artificial (IA), com estandes de empresas, exposição de produtos, áreas exclusivas para reuniões de negócios e painéis de debates.
São 140 expositores brasileiros, desde grandes empresas como Embraer e WEG a 60 startups, numa missão organizada pela ApexBrasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
(*Do Valor)
La Nación Argentina O Globo Brasil El Mercurio Chile
El Tiempo Colombia La Nación Costa Rica La Prensa Gráfica El Salvador
El Universal México El Comercio Perú El Nuevo Dia Puerto Rico
Listin Diario República
Dominicana
El País Uruguay El Nacional Venezuela