Martes, 12 de Mayo de 2026

‘Caixinha’ do tesouro: nova aplicação rende mais que a poupança

BrasilO Globo, Brasil 12 de mayo de 2026

Um novo tipo de investimento do Tesouro Direto, plataforma do governo federal para ...

Um novo tipo de investimento do Tesouro Direto, plataforma do governo federal para aplicação em títulos públicos, foi lançado ontem na B3, em São Paulo. O Tesouro Reserva permite aplicações e resgates 24 horas por dia, é hoje mais rentável que a tradicional caderneta de poupança, tem o mesmo nível de risco e é garantido pelo governo. A aplicação mínima é de R$ 1, com teto de R$ 500 mil por pessoa, sem restrição para resgates. A rentabilidade é de 100% da taxa básica de juros (Selic), mas, ao contrário da caderneta de poupança, há cobrança de Imposto de Renda (IR) sobre os ganhos.
A estreia do produto foi em evento na Bolsa paulista com a presença de representantes do Tesouro e do Banco do Brasil, cujos clientes já podem comprar o novo título. Diferentemente da caderneta, que rende uma vez por mês, o Tesouro Reserva tem rendimento diário (saiba mais no quadro ao lado). Esta é uma resposta do Tesouro, gestor da dívida pública, às tradicionais "caixinhas" oferecidas por fintechs e que rendem com base em CDBs, títulos emitidos pelos próprios bancos e que possuem ganhos semelhantes à Taxa Selic, hoje em 14,5% ao ano.
O novo investimento se soma à estratégia do Tesouro Nacional de popularizar os títulos da dívida pública.
O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, disse que o estoque de investimentos no Tesouro Direto soma cerca de R$ 200 bilhões, uma parcela ainda pequena da dívida pública, próxima de 2%. Segundo ele, a nova plataforma tem como objetivo ampliar esse volume, reforçar a segurança e aumentar a base de investidores:
" Estamos buscando triplicar, quadruplicar, esse número de investidores.
OPÇÃO ACESSÍVEL
Na avaliação do secretário, muitos brasileiros nunca enxergaram o Tesouro como uma opção acessível, e o Tesouro Reserva pode ampliar o alcance do mercado financeiro. O valor baixo de aporte para a entrada visa atingir quem não pretende carregar um investimento por prazos mais longos, como os tradicionais oferecidos pelo Tesouro:
" As pessoas podem investir com R$ 1. Em nenhum outro momento, elas (essas pessoas que não investem atualmente) entendiam que o Tesouro era para elas. Acho que o Tesouro Reserva vai poder atingir um percentual maior da população " disse Leal.
O secretário afirmou que, apesar do questionamento sobre uma possível concorrência da nova plataforma com fundos de investimento, a proposta não é competir com outros produtos financeiros. O objetivo é complementar o mercado, acrescentou.
O novo produto tem semelhanças com os "cofrinhos" oferecidos por plataformas financeiras, mas com remuneração equivalente a 100% da Selic, o que, segundo Leal, dá ao pequeno investidor acesso às mesmas condições disponíveis para investidores institucionais.
A escolha do investimento depende do objetivo de cada pessoa, diz Francisco Augusto Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do Banco do Brasil. Segundo ele, a principal vantagem é diversificar a carteira de acordo com o prazo e a finalidade:
" Se é uma reserva de curto prazo, talvez não valha a pena comprar um papel que tenha marcação a mercado e que seja vinculado à inflação. E, sim, à Selic, que traz um rendimento certo e líquido.
O Tesouro Reserva é o primeiro título de uma nova plataforma, gerida pela B3 e plugada aos bancos, para que correntistas possam acessá-la aproveitando a conta bancária.
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