Governo do df arrecada r$ 1 bi para socorrer brb
O governo do Distrito Federal arrecadou R$ 1 bilhão com a venda de cotas de securitização ...
O governo do Distrito Federal arrecadou R$ 1 bilhão com a venda de cotas de securitização da dívida ativa para o BTG Pactual. O dinheiro será usado para reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB), do qual é controlador. O banco público ficou com prejuízo por conta das transações com o Master.
Pelo processo de securitização, o crédito de tributos não pagos ao DF é vendido a investidores, que assumem o risco e os valores a receber.
Apesar disso, o BRB ainda precisa de recursos, e o governo do DF tenta fechar nesta semana um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a bancos privados.
Hoje, o Supremo Tribunal Federal (STF) promove uma audiência a portas fechadas entre o governo federal e o governo do DF. A reunião foi convocada pelo ministro Luiz Fux depois que o governo do DF pediu para a Corte obrigar a União a dar aval ao empréstimo.
O governo do DF foi ao STF na semana passada. O governo do Distrito Federal tem nota "C" junto ao Tesouro Nacional, numa escala que vai de "A" a "D". Apenas estados com as notas "A" e "B" podem conseguir esse tipo de aval, que deixa os juros mais baratos e facilita os empréstimos.
O que o DF quer é um aval mesmo sem a nota necessária para isso. O governo local quer fechar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a bancos privados.
Na próxima sexta-feira, dia 29, termina o prazo indicado ao Banco Central (BC) pela direção do BRB para uma solução que permita cobrir o rombo gerado pela compra de carteiras de crédito do Master e publicar o balanço consolidado de 2025. Esse prazo, porém, deve ser ampliado para que o banco do DF tenha mais tempo para implementar todas as medidas.
Perguntado se o BC cogita uma intervenção no BRB, o diretor de Fiscalização da autoridade monetária, Ailton Aquino, respondeu:
" A gente precisa seguir todos os itens da lei. Não existe um Dia D. O BC faz supervisão, acompanha as instituições financeiras.
Já o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que qualquer instituição com problemas de patrimônio, como o BRB, precisa receber um aporte do controlador para saneá-lo. Ele ressaltou ainda que o não cumprimento do prazo de apresentação do balanço tem sido punido com multas:
" Não há nenhum tipo de exceção para nenhuma instituição " afirmou.
Segundo interlocutores, 70% do plano apresentado ao BC para tirar o BRB da crise já foram alcançados.
O controlador argumenta que a falta de liquidez " que poderia levar a uma intervenção do BC " foi resolvida com a venda dos ativos do Master para o grupo de investidores Quadra Capital. O grupo já aportou R$ 1 bilhão, e outros R$ 3 bilhões deverão entrar até o fim deste mês.
Para resolver o problema de capital e manter o banco enquadrado nas regras de prudência, o BRB precisa levantar ao todo R$ 8,8 bilhões.