Justiça atende pedido da 777 e afasta pedrinho da saf do vasco
A Justiça do Rio impôs um novo capítulo ao longo litígio envolvendo a diretoria do clube ...
A Justiça do Rio impôs um novo capítulo ao longo litígio envolvendo a diretoria do clube associativo, capitaneada por Pedrinho, e a 777 Partners na SAF do Vasco. Ontem, a juíza Caroline Fonseca, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, afastou Pedrinho, Christiano Stockler Campos e Felipe Elias do conselho de administração da SAF. A informação é do colunista do GLOBO Lauro Jardim.
A decisão atendeu a pedido formulado pela 777 Carioca, pessoa jurídica da empresa americana no Brasil, representada pelo Dickstein Advogados, e teve como fundamento constatações feitas pelo conselho fiscal da SAF.
Pedrinho continua, assim, presidente do clube associativo, mas perde o seu poder sobre a SAF, que comandava desde maio de 2024, também após movimento judicial " que, na época, afastou a mesma 777.
Caroline Fonseca enfatizou que o conselho de administração descumpriu por mais de um ano os pedidos de documentos e informações do conselho fiscal, impedindo o exercício adequado da fiscalização estatutária.
A juíza determinou que a administração da SAF seja exercida, provisoriamente, pela advogada Samantha Longo, na posição de interventora judicial. Longo é referência em disputas empresariais e já foi diretora jurídica da CBF.
A decisão também determina que qualquer negociação da venda da SAF do Vasco conte com a participação da 777 Carioca, autorização do Tribunal Arbitral (que media o litígio por parte das ações da SAF) e da Justiça do Rio.
A medida vem num momento em que Pedrinho tem tratativas avançadas para venda do futebol cruz-maltino ao empresário Marcos Faria Lamacchia. As partes estão próximas da assinatura de um memorando de entendimento, movimento que agora entra em compasso de espera. Em maio, a 777 já havia ingressado com petição para notificar Lamacchia sobre possíveis conflitos jurídicos numa eventual compra da SAF.
As ações da SAF vascaína estão divididas entre 777 (31%) e clube associativo (30%), mais uma fatia de 39% em disputa na arbitragem.