Agentes de ia vão pagar suas contas, diz bemobi
A Bemobi quer explorar um novo filão: preparar as empresas para se relacionar com os ...
A Bemobi quer explorar um novo filão: preparar as empresas para se relacionar com os agentes de inteligência artificial que, muito em breve, vão pagar as contas dos consumidores, da fatura de internet à mensalidade da escola.
A companhia estreou na Bolsa há cinco anos vendendo pacotes de aplicativos a clientes de celular pré-pago, mas, desde então, virou uma plataforma que permite que negócios tradicionais deixem de depender apenas do boleto para aceitar outras modalidades de pagamento, como carteiras digitais e o Pix. O foco está em empresas de serviços recorrentes, como operadoras de telefonia, empresas de luz e água (Sabesp e Light), escolas e faculdades (Yduqs, da Estácio, e Salta Educação, do Elite e do pH). A companhia calcula que 12 das 15 maiores empresas com pagamentos recorrentes usem sua tecnologia.
" O Brasil vai ser precursor dos pagamentos "agênticos". Estamos quebrando a cabeça sobre como lidar com esses agentes. Para que os agentes de big techs e bancos funcionem, as empresas terão que ter uma infraestrutura preparada e até um agente próprio que cuide da cobrança pelo seu lado. É esse papel que vamos exercer. Já estamos desenvolvendo agentes que representam as empresas, e o próximo passo é permitir que eles se relacionem com os agentes que estão emergindo " explica Pedro Ripper, CEO da Bemobi, que vale R$ 2 bilhões na Bolsa.
Ecossistemas
Quando a Bemobi chegou à Bolsa, 90% das suas receitas vinham do negócio de pacotes de aplicativos para celular pré-pago. Hoje, essa parte do negócio está concentrada nas operações no exterior " a empresa carioca opera em dezenas de países ", e 70% das receitas vêm de pagamentos e softwares relacionados. Para Ripper, mais de 90% do crescimento daqui para frente virão desse negócio.
" Estamos pegando aquilo que aprendemos a fazer no Brasil e levando para outros países. Já temos clientes de pagamentos no Chile e no México, por exemplo. E, agora, queremos chegar a novos setores, com foco no que chamamos de ecossistemas. É o caso de franqueadores e franquias, distribuidores e pontos de venda. Achamos que podemos ser uma espécie de sistema operacional de pagamentos para essas cadeias " afirma o CEO.