Sábado, 11 de Julio de 2026

Meta usa design ‘viciante’ em instagram e facebook, acusa ue

BrasilO Globo, Brasil 11 de julio de 2026

A União Europeia (UE) recomendou que a Meta faça mudanças significativas no design do ...

A União Europeia (UE) recomendou que a Meta faça mudanças significativas no design do Instagram e do Facebook para tornar as plataformas menos viciantes. O órgão regulador do bloco afirmou que as duas redes sociais violam as novas regras da UE sobre conteúdo e que recursos como rolagem infinita e reprodução automática de vídeos devem ser eliminados.
As autoridades também determinaram que a gigante de tecnologia implemente novos intervalos para controle do tempo de tela e ajuste seu algoritmo de recomendações, a fim de torná-lo menos orientado ao engajamento.
As recomendações e determinações baseiam-se em conclusões preliminares divulgadas ontem pela Comissão Europeia, o braço executivo da UE. Se confirmadas, a Meta poderá ser multada em até 6% de sua receita global.
De acordo com a Comissão, a Meta não avaliou nem mitigou adequadamente os riscos decorrentes de recursos de design viciantes, que podem afetar o bem-estar físico e mental dos usuários, especialmente das crianças.
O órgão afirmou ainda que as atuais ferramentas de gerenciamento do tempo de uso da Meta, inclusive aquelas destinadas a adolescentes, "podem ser facilmente ignoradas e não levam a uma redução significativa nem a um controle efetivo do uso do serviço", ao mesmo tempo em que os controles parentais exigem conhecimento técnico, tempo e esforço para serem usados de forma eficaz.
As conclusões preliminares intensificam a investigação contra a Meta iniciada em maio de 2024 com base na Lei de Serviços Digitais da UE.
Reação global
O alerta surge em meio a uma crescente reação global contra as gigantes da tecnologia e os efeitos sociais das plataformas on-line. A Meta agora terá a oportunidade de responder às alegações antes que seja emitida uma decisão final.
Ben Walters, porta-voz da Meta, disse que a empresa discorda das conclusões, que, segundo ele, "não levam em consideração de forma adequada as medidas significativas que adotamos para proteger os adolescentes". Walters destacou que a companhia criou contas específicas para adolescentes, que permitem aos pais bloquear o acesso ao Instagram durante a noite e estabelecer limites diários para o tempo de uso.
Em março, a Meta já havia sido considerada responsável em um caso histórico na Justiça dos Estados Unidos, que concluiu que suas plataformas, como o Instagram, foram projetadas para criar dependência em crianças. Um número crescente de países já proibiu o acesso de menores de 16 anos às redes sociais ou está avançando nessa direção.
A decisão de ontem representa um esforço incomumente direto para obrigar uma empresa a promover mudanças específicas no design de seus produtos. Trata-se do mais recente sinal da postura firme adotada pelos reguladores europeus para enfrentar as plataformas de redes sociais, acusadas de empregar estratégias deliberadamente manipuladoras para manter os usuários " especialmente crianças e adolescentes " constantemente conectados.
Em fevereiro, a Comissão Europeia emitiu alerta semelhante para o TikTok, cuja investigação está em andamento. O órgão ainda avalia proibir o acesso de crianças às redes sociais.
La Nación Argentina O Globo Brasil El Mercurio Chile
El Tiempo Colombia La Nación Costa Rica La Prensa Gráfica El Salvador
El Universal México El Comercio Perú El Nuevo Dia Puerto Rico
Listin Diario República
Dominicana
El País Uruguay El Nacional Venezuela