Martes, 28 de Julio de 2026

Durigan diz que pode propor a volta da taxa das blusinhas

BrasilO Globo, Brasil 28 de julio de 2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ontem que pode sugerir a volta da taxa das ...

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ontem que pode sugerir a volta da taxa das blusinhas após a Receita Federal identificar aumento de vendas internacionais depois do fim da medida.
Durigan afirmou que a equipe econômica acompanha a situação de perto e que a revogação da taxa foi adotada para permitir um período de "amostragem", a fim de avaliar seus impactos sobre a economia.
" A gente tem visto que tem aumentado a importação desses produtos. Como a gente tem todo controle, a qualquer momento que a gente perceber que está fora do padrão e gerando falta de isonomia para a produção nacional, é possível propor ao presidente uma mudança desse cenário " disse o ministro, em entrevista à Rádio Jornal.
Desde 2024, compras de até US$ 50 tinham imposto de importação de 20% " além de ICMS, geralmente em 17%, que permanece.
remessas disparam
Dados da Receita mostram que em junho, após a isenção, foram declaradas 28 milhões de encomendas de pequeno valor, alcançando R$ 2,6 bilhões. Esse volume representa mais que o dobro das remessas do mesmo período do ano passado, de 13,2 milhões (R$ 1,5 bilhão). Em abril deste ano, antes da MP, a quantidade de remessas somava 16,4 milhões (R$ 1,8 bilhão).
Como mostrou o GLOBO, empresários da indústria brasileira têm apelado ao governo para que o fim da taxação seja revertido, com o argumento de que o país vive uma inundação de produtos asiáticos. A revogação foi feita por medida provisória (MP) publicada em maio, que tem validade de 120 dias, e terá de ser aprovada pelo Congresso Nacional. Há pressão também sobre parlamentares para deixar a MP caducar.
Além disso, o setor produtivo afetado pela entrada destes produtos reivindica medidas de defesa comercial do país e desoneração tributária para os produtos fabricados no Brasil.
O assunto foi abordado, inclusive, durante reuniões do empresariado com o vice-presidente Geraldo Alckmin no âmbito das conversas com atividades afetadas pelo tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. Os setores de calçados e têxteis, por exemplo, afirmam sofrer os dois impactos simultaneamente.
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